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S� vit�ria contra Ava� acalma torcida do CRB
JOÃO JOSÉ O adversário do CRB, terça-feira, no Rei Pelé, não será apenas o Avaí (SC), que dentro de campo certamente será difícil de ser batido. O principal, sem dúvida, estará em toda parte do estádio, nas cadeiras e arquibancadas: a numerosa e exigente torcida alvirrubra. Com o time numa situação delicada no Brasileiro da Série B, onde continua sem sair da zona de rebaixamento, a torcida está furiosa e exigindo uma imediata recuperação a partir do jogo contra o Avaí. Na quinta-feira, a revolta dos torcedores da organizada ?Comando Vermelho? foi agravada pela derrota da equipe, por 1 a 0, para o Coruripe. De um jogo-treino para observações de alguns reservas, passou a ser mais um tormento para a diretoria. ?O torcedor tem razão de reclamar, pois o time não está bem no Brasileiro, mas nós não podemos fazer mais do que já fizemos. Acho que a torcida precisa ter mais um pouco de paciência e esperar ainda uma reação?, comentou Gustavo Feijó. E é bom que a vitória aconteça depois de amanhã, pois do contrário a situação vai se agravar ainda mais. Desespero A torcida não vai aceitar mais qualquer tropeço, até mesmo empate dentro de casa, principalmente porque sem vitória a tendência do CRB será sempre de descer para o abismo, sendo um dos seis acompanhantes para a Série C de 2005. Sempre está sendo lembrado na Pajuçara e os jogadores já sabem disso, que, por obrigação, o CRB terá de ganhar os cinco jogos em casa para evitar o rebaixamento. Com mais 15 pontos e mais os 12 que já somou, o Galo permaneceria na 2a divisão. Mesmo que não queira falar abertamente, na verdade o técnico Heron Ferreira já entrou no momento crítico, muito perto do desespero, principalmente para escolher a melhor equipe para dar uma seqüência até o final da primeira fase da Série B. Em parte, o técnico fica impedido de repetir uma formação, pois sempre existem jogadores suspensos de um jogo para outro, mas é visível que ele parece não ter mais o raciocínio de escalar o melhor, por sempre estar cercado de incertezas ou pelos altos e baixos de terminados jogadores considerados como peças ?chaves?. Até o último treinamento, amanhã, Heron vai decidir o que fazer na nova equipe. Nova, porque a defesa será toda mexida com estréia do lateral-direito Rodrigo, e as voltas do zagueiro Jorginho Baiano e do lateral Jorginho Carioca. O meio-campo pode ter o improviso do zagueiro Selmo Lima como volante e Túlio com chances de ser escalado de primeira na meia de armação. Na frente, Cristiano deve estrear e seu companheiro pode ser Jaílson ou Fumaça.