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lagoana contabiliza mais um t�tulo para a sua cole��o

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Com 26 anos de prática esportiva, a alagoana Bianca Andrade Barreto acaba de conquistar mais um título para a sua vitoriosa carreira, quando no último fim de semana, no Rio de Janeiro, sagrou-se tricampeã mundial de jiu-jítsu, faixa preta, peso pena. Com a sorte que muitas vezes está ao lado dos vencedores, no sorteio Bianca foi escalada para lutar só a partir da segunda fase. ?Na nossa categoria, éramos 16 atletas, do Japão, Estados Unidos, França e Brasil. Portanto, não dava para todas se enfrentarem e, daí, grupos foram formados. O sorteio acabou me ajudando, pois fiquei esperando os resultados iniciais?, revela. Quando chegou a sua hora, não decepcionou, derrotando Letícia Tanabe, num confronto entre bicampeãs mundiais. Em seguida, ganhou de Lenir Tavares, imobilizando-a com uma chave de braço no 5º minuto do combate. O curioso é que a trajetória inicial de Bianca Andrade começou longe dos ringues e tatames. Foi no mar de Jatiúca, quando tinha 5 anos. Membro de uma família de esportistas, as vitórias de Bianca começaram no bodyboard. ?Como eu e meus irmãos éramos muito impulsivos, nossos pais nos presentearam com uma prancha e nos revezávamos surfando na praia. Daí para nos identificarmos com este esporte foi um curto passo?, lembra Bianca, numa alusão a Tânio Barreto, campeão brasileiro profissional de surf, Juliana Andrade, atual campeã alagoana e sergipana de bodyboard, e Tânia Andrade, campeã brasileira de jiu-jítsu. Como bodyboarder, o primeiro título de Bianca Andrade foi o alagoano, quando tinha 14 anos. Ganhou este título seis vezes. Em nível regional (Norte/Nordeste), chegou ao topo aos 17 anos e repetiu este título por mais quatro oportunidades. Em 1989 veio a sua primeira experiência em Brasileiro, quando arrebatou a medalha de bronze. Nos dois anos seguintes foi além, sagrando-se bicampeã. E em 92, o ponto máximo na água, agora sagrando-se campeã brasileira profissional. Essa última conquista a motivou para a disputa do Mundial. Porém, a falta de patrocínio a atrapalhou no projeto. Mesmo assim, teve uma experiência internacional em 1997, no Havaí, terminando em 7º lugar nesta etapa. No ano seguinte, ganhou a etapa paulista do Mundial. Porém, a transição do bodyboard para o jiu-jítsu se deu três anos antes para Bianca. ?Além de me sentir um pouco desestimulada com o bodyboard, por causa da falta de apoio, o meu irmão treinava jiu-jítsu para se manter bem preparado fisicamente. Foi quando fui convencida por ele e pelo presidente da Federação Alagoana de Jiu-Jítsu, Diojone Farias, a mudar de esporte?, justifica. Como conseqüência, Bianca já se sagrou campeã alagoana de jiu-jítsu em novembro de 95. Daí em diante não parou mais, voltando a ser campeã nos dois anos seguintes, bem como do Norte/Nordeste. A sua primeira experiência em Mundial foi em 98, ficando em 3º lugar. O primeiro título mundial veio em 2001, repetindo a dose ano passado e agora.

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