Esportes
Presidente da FAF pode ser preso
O presidente da Federação Alagoana de Futebol (FAF), Raimundo Soares, poderá ser preso pelo descumprimento da ordem judicial da juíza Maria Valéria Calheiros Lins, da 7a Vara, que determinou a suspensão do jogo do último domingo, entre Dimensão Saúde x Penedense, mas mesmo assim ele foi realizado. , A informação foi do advogado Flávio Rebelo, que cuida dos processos da torcedora Kátia Patrícia de Souza e da ONG Consulado Azul, contra a Federação Alagoana de Futebol (FAF), a respeito da mudança feita no regulamento da 2a Divisão do Alagoano, bem como da partida entre essas duas equipes, no domingo, válida pela mesma competição. Ele disse que entrou ontem com um requerimento na Justiça para o pagamento de uma multa no valor de R$ 5 mil/dia por parte da FAF, por causa do descumprimento, mas em decorrência disso poderá até haver a prisão civil do presidente da Casa do Futebol ou mesmo do responsável pelo início do jogo, ou seja, a pessoa que determinou o apito inicial da partida. ?Essa é uma decisão que será dada pelo juiz que agora está à frente do caso e vamos aguardar no dia de hoje?, explicou o advogado. ?O jogo em Paulo Jacinto aconteceu, mas foi irregular, pois no horário em que foi iniciado, o nosso pedido de suspensão ainda não tinha sido derrubado, já que essa decisão somente aconteceu às 16h41, conforme protocolado no Tribunal de Justiça. Já a partida teve início por volta das 15 horas, ou seja, foi iniciada à revelia da Justiça e de forma irresponsável?, lamentou o presidente da Consulado Azul, Gino César. De acordo com o advogado Flávio Rebelo, também será elaborado, nesta terça-feira, um agravo regimental pedindo que o presidente do TJ, Geraldo Tenório, se retrate da decisão dele, que derrubou o pedido de suspensão da partida. ?Estaremos entrando com este recurso ainda hoje?, anunciou. E se depender da torcida do CSA, essa briga vai mesmo longe, pois o presidente da ONG, Gino César, disse que ?isso se trata apenas do início de uma longa briga judicial? e que ?onde houver uma brecha para fazer valer os direitos do CSA, a torcida irá buscar justiça. Vamos defender, sim, nossos direitos e apenas quando não tivermos mais como nos movimentar judicialmente é que vamos parar e o processo será encerrado, pois não nos restará mais nada a ser feito. Enquanto isso, vamos lutar até o fim?, afirmou.