Esportes
Perde-ganha: um esporte mental e cient�fico
FERNANDA MEDEIROS Existe um esporte mental de caráter científico, com bilhões de variáveis curiosas, em torno do qual nunca houve um campeonato oficial em qualquer parte do mundo: o chamado Perde-ganha, denominado desta forma porque ganha a peleja aquele que consegue se livrar de todas as peças ou até mesmo ficar com as peças encurraladas sem poder movimentar-se. O tabuleiro usado nesse esporte é o mesmo aplicado ao jogo de damas (64 casas), sendo que o plano de raciocínio aplicado é totalmente com 12 peças de cada lado. ?Tanto a prática do jogo de damas como a do perde-ganha é salutar ao espírito e contribui para efeitos positivos junto aos nossos elementos orgânicos, pois o bem-estar, a tranqüilidade e o bom passatempo são características necessárias para nutrir satisfatoriamente nossa saúde em contraposição aos pontos negativos existentes na vida cotidiana?, explica o socioterapeuta alagoano Miguel Cavalcante da Silva, especialista em jogo de damas. Inclusive, Miguel nos adianta que pretende batalhar, com as autoridades desportivas competentes, para que haja uma olimpíada de esportes mentais no Brasil, a exemplo do que já ocorre na Inglaterra, quando ele pretende indicar o perde-ganha como uma das modalidades a serem disputadas. ?Existe olimpíada de jogos físicos, então, por que não existir uma exclusivamente para os esportes mentais, como dama, xadrez, perde-ganha, etc.??, questiona o damista. Sem nomes Miguel Cavalcante informa que por ser o perde-ganha um jogo ainda não desenvolvido em sua essência, ainda não apresenta nomes notáveis no assunto e prossegue a explicação sobre o jogo. ?O interessante é que no jogo do perde-ganha só há uma posição de empate, que consiste em as damas adversárias ficarem situadas nas casas a7 e h2 e/ou b8 e g1, respectivamente. Por isso, o perde-ganha leva grande vantagem sobre o jogo de damas e sobre o jogo de xadrez, que oferecem excesso de empates entre dois bons jogadores?, observa. Segundo ele, a partir daí, todas as posições que aparecem naquela peleja se tornam emergentes: ganhar ou perder! ?Não obstante, todos os três esportes mentais citados (dama, xadrez e perde-ganha) afloram beneficamente as emoções do competidor, fator esse que até pode ser aproveitado em associações com a meditação transcendental?, destaca. Miguel Cavalcante completa seu raciocínio explicando que se o jogador de perde-ganha tentar, desde o início, oferecer suas pedras ?de presente? ao adversário, de forma desregrada, isto é, sem nexo de raciocínio, será um candidato à derrota. ?Para comprovar essa assertiva, basta olhar o diagrama (foto), em que as casas pretas, mesmo estando apenas com uma pedra em d8, por exemplo, e as brancas, com as 12 pedras na posição padrão, o lado maior é que ganha a peleja, pois a única peça preta nunca será ?comida? pelas adversárias?, conclui Miguel.