Esportes
Handebol entra em quadra com alagoano
ABIDES DE OLIVEIRA A seleção brasileira feminina de handebol estréia, neste domingo, às 10h30 (horário de Brasília) contra a Grécia. O alagoano Arnaldo Tenório não estará em quadra, mas no banco, ao lado do técnico Alexandre Schneider , como preparador físico da equipe. O alagoano, natural de Arapiraca, participa de sua primeira Olimpíada. Mas, pela seleção brasileira feminina já disputou dois mundiais e dos Jogos Pan-Americanos da República Dominicana, ano passado, quando conquistou a medalha de ouro e a vaga para os Jogos de Atenas. Arnaldo Tenório começou na seleção brasileira nas categorias de base, em 1998, a convite do então técnico Alexandre Schneider das equipes feminina e masculina de juniores. No time feminino principal, o preparador físico, que tem formação superior em Educação Física, chegou há dois anos. Arnaldo Tenório, 39 anos, começou sua carreira no handebol como jogador, na década de 80, na então Escola Técnica Federal de Alagoas (Etfal), hoje Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet). Após se destacar nos Jogos Estudantis, em 1986, foi convidado pelo time catarinense do Concórdia, onde atuou até o início da década de 90 e conquistou vários títulos nacionais e sul-americanos. Depois de encerrar a carreira de jogador, decidiu ser preparador físico. Atualmente, além de atuar como preparador da seleção brasileira feminina, Arnaldo Tenório trabalha na equipe de Concórdia. Nova força O Brasil participa pela segunda vez de uma Olimpíada no handebol feminino. Após o oitavo lugar em Sydney, o time chega a Atenas com mais força e superior à equipe que disputou os jogos de 2000. As jogadoras estão confiantes para surpreender nestes Jogos Olímpicos. Liderado por Chicória, o time do técnico Alexandre Schneider chega empolgado, principalmente, depois de derrotar as dinamarquesas, atuais campeãs olímpicas. O grupo das brasileiras conta com a vice-campeã mundial, Hungria, Ucrânia, China e as donas da casa, a Grécia. Os maiores adversários do Brasil serão as húngaras e as ucranianas, duas forças européias favoritas a uma medalha. Contra as chinesas e gregas, o time brasileiro não deve encontrar dificuldades para vencer. Antes da Olimpíada, a pretensão da equipe era ficar entre os 5o e 6o lugares. Com a evolução do time nos últimos dois meses, a medalha é algo não considerado impossível.