Esportes
Brasil cumpre miss�o de paz com 6 a 0 no Haiti
Não foi bem como o presidente Lula esperava, mas o Brasil fez a sua parte no ?Jogo da Paz? e, com facilidade, venceu o Haiti por 6 a 0 no amistoso realizado ontem à tarde, no estádio Sylvio Cator, em Porto Príncipe, no Haiti. Em campo, a política foi deixada de lado e os jogadores brasileiros não deram ouvidos à ?diplomacia da bola? pedida pelo presidente brasileiro, que não gostaria de ver a seleção goleando o Haiti no jogo festivo. No entanto, aproveitando-se do fraco futebol apresentado pelo adversário, 95º colocado no ranking da Fifa, os jogadores brasileiros chegaram ao marcador sem esforço. Foi a terceira vitória do Brasil contra os haitianos na história. No primeiro confronto, 9 a 1 nos Jogos Pan-Americanos de Chicago, em 1959. Na segunda, o Brasil pegou mais leve e venceu ?apenas? por 4 a 0, em amistoso realizado em Brasília, em 1974, com gols de Edu, Marinho Chagas, Paulo César Caju e Rivelino. Os noventa e tantos minutos de bola rolando fizeram o povo haitiano - apaixonado por futebol, especialmente pelo brasileiro- esquecer a grave crise política que assola o país, que com 80% de miseráveis e 50% de analfabetos é o mais pobre da América. A etapa inicial foi fácil para os brasileiros. Nem mesmo tendo de usar chuteiras society, as quais os atletas não estão acostumados, devido ao gramado do estádio, atrapalhou. Praticamente andando em campo, a seleção fez três gols, sendo dois (o primeiro e o terceiro) do meio-campista Roger, do Fluminense. No entanto, quem fez a torcida vibrar foi o atacante Ronaldinho Gaúcho, do Barcelona. Num lance genial, ele se livrou de cinco marcadores (incluindo o goleiro adversário) e deixou a sua marca. No segundo tempo, mesmo com um ritmo um pouco mais lento devido, principalmente, ao calor que fazia em Porto Príncipe, o Brasil fez mais três: Ronaldinho Gaúcho (2) e Nilmar, que havia entrado no lugar de Ronaldo. Haiti: Max; Thelanor, Germain, Gabbardi e Bourcicaut; Guillaune, Bourdot, Gilles e Romulut, Fleury e Desir. Técnico: Carlo Marzelin. Brasil: Júlio César (Fernando Henrique); Belletti, Juan (Cris), Roque Júnior e Roberto Carlos (Adriano); Juninho Pernambucano, Gilberto Silva (Renato), Edu (Magrão) e Roger (Pedrinho); Ronaldinho e Ronaldo(Nilmar). Técnico: Carlos Alberto Parreira.