loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Esportes

Esportes

Futebol feminino quer entrar para a hist�ria

Ouvir
Compartilhar

Atenas-A seleção brasileira feminina de futebol pode entrar para a história do esporte, hoje. O time da alagoana Marta joga, às 15h (horário de Brasília), a final do torneio olímpico contra as favoritas: as norte-americanas. Ignorado, esquecido e alvo de muito preconceito, o futebol feminino do Brasil luta por uma medalha de ouro inédita. Caso consiga vencer, as meninas brasileiras estarão concretizando um feito que os homens, pentacampeões mundiais, nunca conseguiram. No torneio masculino, o Brasil chegou perto do ouro duas vezes (Los Angeles-84 e Seul-88), mas perderam na decisão para, respectivamente, França e a extinta União Soviética. Após dois quartos lugares (Atlanta-96 e Sydney-2000), a equipe comandada por René Simões tem uma tarefa difícil. Em 20 confrontos contra os EUA, as brasileiras só venceram uma vez, empataram outra e perderam 18. Mesmo com um retrospecto desfavorável, o time está confiante em superar as favoritas ao ouro e campeãs dos Jogos Olímpicos de Atlanta. Pela terceira vez consecutiva as norte-americanas decidem o título. Em Sydney perderam a final para a Noruega. Essa é a primeira vez que a seleção brasileira chega à decisão de uma competição internacional que reúne as melhores equipes do mundo. Sexto colocado no ranking da Fifa (atrás de Alemanha, EUA, Noruega, Suécia e China), o Brasil, nesta olimpíada, jogou cinco vezes. Foram quatro vitórias e uma derrota, para as norte-americanas na primeira fase, por 2 a 0. As brasileiras venceram: a Austrália, 1 a 0 (gol de Marta); as gregas, 7 a 0 (Cristiane (3), Pretinha, Marta, Grazielle e Daniela); México, 5 a 0 (Cristiane (2), Formiga (2) e Marta); e as suecas, 1 a 0 (Pretinha). As jogadoras acreditam que o título pode mudar a realidade do futebol feminino no País. Hoje, sem competições oficiais e relegado a torneios amadores. O técnico René Simões afirmou que se depender dele todas irão trabalhar fora do País, a maioria está desempregada. Trabalho é para poucas, como Marta, que joga na Suécia.

Relacionadas