Esportes
CRB quer decidir jogo com press�o total
JOÃO JOSÉ Jogar e não deixar jogar. Alguém conhece essa estratégia tática? Se não sabe pelo menos tem uma noção de como funciona numa equipe de futebol forçada a traçar táticas quando sua situação é difícil em uma competição e precisa vencer. Basicamente, o plano tático é ter a posse de bola e aproveitar bem para buscar a vitória. Sem a bola, a atitude será pegada forte, impedindo o adversário manobrar o jogo e criar espaços para contra-atacar. A proposta é bastante ousada, adiantando o meio-campo e marcando por pressão quando o rival sair jogando. É tão ousada, que qualquer erro de passe pode ser fatal para o contra-ataque adversário. Durante os treinos, o técnico Heron Ferreira ensaiou algumas dessas situações, mas não quis nem comentar o que planejou para a partida deste domingo, às 17 horas, no Rei Pelé, contra o Mogi Mirim, mas deixou entender nos treinamentos que o primeiro passo para a vitória será pressionar desde o início e marcar forte. Mas, para um esquema deste tipo, é necessário que o time esteja fisicamente na ?ponta dos cascos? para atacar em massa e marcar o campo todo. A responsabilidade é do fisicultor Rodolfo Maia, que tem enaltecido a força física do time, apesar de em alguns jogos o grupo ter sentido nos 15 minutos finais o desgaste de um esforço dobrado por sempre jogar com a obrigação de ganhar. Velocidade Pela disposição dos alvirrubros, o Mogi Mirim que se cuide. Os jogadores prometem um esforço redobrado pela vitória, atacando desde o início e sem receio de tomar o gol. ?Sabemos que a obrigação de vencer sempre é perigosa porque o adversário pode surpreender. Mas não temos outra saída, não podemos perder tempo. O importante é sempre termos a posse de bola, pressionando até a marcação do primeiro gol?, analisou Cristiano. Heron Ferreira considera fundamental o CRB jogar com muita velocidade, sempre com revezamentos entre os meias e o avanço dos alas, tentando confundir a marcação do adversário. Para ser mais veloz, puxando contra-ataques, o técnico optou por Leandrinho e não mais por Valdomiro como ocorreu na partida contra o Londrina. O técnico parece ter lembrado a partida diante do Avaí, no Rei Pelé, quando Leandrinho foi muito bem ao lado de Cristiano.