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S�nia Gouveia � Alagoas nas Paraolimp�adas
ABIDES DE OLIVEIRA A alagoana Sônia Gouveia, 46 anos, prepara-se para realizar o maior sonho de sua carreira: participar das Paraolimpíadas de Atenas, que acontecem de 17 a 28 de setembro. A paraatleta vai disputar as provas do lançamento do disco e do dardo, nesta última é recordista mundial, com 8m39, e favorita à medalha de ouro. ?Minhas maiores adversárias são do México e da Alemanha?, completa. Sônia Gouveia compete na categoria F-53, classe funcional para pessoas em que a deficiência é física (existem outras específicas para amputados). Ela é paraplégica desde um ano e meio de idade, quando foi atingida pela paralisia infantil. A sua primeira competição em Atenas acontece no dia 19 de setembro, com o lançamento do disco, categoria em que se considera melhor e é a sua preferida. Nesta prova, ela é a atual campeã mundial, título conquistado em outubro do ano passado na Nova Zelândia, com a marca de 12m64. Mas o índice para os Jogos só foi obtido no Parapan-americano da Argentina, em dezembro, quando ganhou a medalha de bronze, com 12m86. O lançamento do dardo será dia 23. Atual recordista mundial, campeã do mundo, na Nova Zelândia, e parapanamericana, na Argentina, Sônia Gouveia pretende superar sua marca de 8m39. ?Ano passado consegui quebrar meu próprio recorde duas vezes e melhorá-lo em quatro centímetros. Estou confiante em superar essa marca e ganhar a medalha de ouro?, diz. Em 2000, a alagoana fez o índice nas duas provas, mas não foi aos Jogos de Sydney porque não houve competição em sua categoria. Crescimento Segundo ela, a melhora de suas marcas e a classificação para a Paraolimpíada aconteceu graças a sua inclusão na equipe permanente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB). Desde 2002 que Sônia Gouveia faz parte da equipe permanente do CPB. Toda a sua preparação para os Jogos de Atenas aconteceu sob a orientação do Comitê Paraolímpico. De acordo com sua técnica, Walquíria Campelo, desde de janeiro que a paraatleta é submetida, a cada três meses, a exames biomecânico, físico, clínico e de treinamento específico em São Paulo. ?Desde que ela entrou para a equipe permanente seu crescimento foi e vem sendo excelente. Sônia sempre teve potencial para chegar a uma Paraolimpíada?, avaliou Campelo, treinadora da paraatleta desde 1999. A alagoana, que há 18 anos se dedica ao esporte e desde 94 exclusivamente ao atletismo, embarca para São Paulo na próxima quarta-feira e para Atenas no dia 10. O Brasil enviará 99 atletas (21 mulheres e 78 homens), em 13 modalidades. Em Sydney-2000, o País conquistou 22 medalhas (seis de ouro, 10 de prata e seis de bronze).