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Brasil tem desempenho qualitativo em Atenas

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O Brasil encerra os Jogos Olímpicos de Atenas com um salto qualitativo, mas não quantitativo, como pretendia o Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Com as três medalhas de ouro conquistadas (duas na vela e outra no vôlei de praia masculino), o País quebrou um jejum de oito anos sem subir ao topo dourado. A última fez foi em Atlanta-96. Por coincidência, as medalhas de ouro vieram nos mesmos esportes dos Jogos Olímpicos de 96. Naquele ano o País ganhou na vela, com Robert Scheidt e Torben Grael e Marcelo Ferreira, e no vôlei de praia, com Jaqueline e Sandra. Em Atenas, o Brasil ainda tem a chance de quebrar um recorde dourado. Caso o vôlei masculino vença afinal diante da Itália, o País conseguirá, pela primeira vez na história, obter quatro medalhas de ouro em uma Olimpíada. Independente disto, a delegação brasileira não conseguirá quebrar o recorde de 15 medalhas (três de ouro, três de prata e nove de bronze) de Atlanta. Até agora, no ranking olímpico, que reúne todos os países pela quantidade de medalhas ganhas, o Brasil, sem computar os Jogos de Atenas, ocupa o modesto 38o lugar, com 12 ouro, 19 prata e 35 bronze, total de 66. Atenas marca também a carreira de três velejadores: Robert Scheidt, Torben Grael e Marcelo Ferreira. Todos se tornaram bicampeões olímpicos. Hoje, Maurício e Giovane podem entrar para o seleto grupo que tem ainda Ademar Ferreira da Silva (salto triplo). Esses jogos também irão ficar marcados pelo jejum brasileiro em provas individuais femininas. Até hoje, o melhor resultado é de Aída dos Santos, quarto lugar no salto em altura nos Jogos de Tóquio-64.

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