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V�tima de fan�tico, Vanderlei Lima diz n�o guardar m�goa

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Atenas ? Vanderlei Cordeiro de Lima, medalha de bronze na Maratona, reiterou ontem, que não guarda mágoa do fanático irlandês Cornelius Horan que o atacou quando liderava a prova. ?Não tenho mágoa dele. O mais importante é a alegria que estou sentindo e a possibilidade de poder dividir isso com todo mundo. Mas uma hora ele vai acabar morrendo ou matando alguém se continuar a fazer isso?, declarou o atleta. O ex-padre foi condenado a um ano de prisão pela Justiça grega, mas acabou solto, ontem, após pagar fiança de 3 mil euros. Vanderlei reafirmou que o fato de ter sido obrigado a retomar seu ritmo de prova o prejudicou. ?Quando ele me atacou diminuiu minha concentração e abalou meu lado psicológico. Isso prejudicou a seqüência da minha prova?, garantiu. Uma carta escrita pelo técnico Ricardo D?Angelo foi entregue ao maratonista antes da prova. Nela, constava toda a confiança em um bom resultado do atleta, exaltando a garra, espírito olímpico e pedindo luta até o fim, pois este era o sonho da carreira do atleta. O fair play demonstrado por Vanderlei Cordeiro durante a maratona recebeu o reconhecimento do Comitê Olímpico Internacional (COI), que o premiará com a medalha Barão Pierre de Coubertin. Premiação concedida apenas duas vezes na história pelo COI. O grupo Pão de Açúcar, que patrocina o maratonista, decidiu oferecer um prêmio ao atleta de R$ 200 mil. ?Se não fosse aquele maluco, Vanderlei teria sido medalha de ouro. Ele foi vítima de um ato antiesportivo sem precedentes. Pela garra que ele demonstrou, resolvemos lhe conceder o prêmio de R$ 200 mil, o equivalente ao ouro?, disse Eduardo Romero, diretor de marketing da empresa. Recurso O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) estão enviando uma carta conjunta à Federação Internacional de Atletismo sobre o que ocorreu com Vanderlei. O COB e a CBAt querem que a medalha de ouro também seja concedida ao brasileiro, prejudicado durante o percurso da prova ao ser atacado por um espectador no 36o km, quando se encontrava na liderança. Caso isso não seja feito, o passo seguinte será um recurso ao Tribunal Arbitral do Esporte, em Lausanne, Suíça.

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