Esportes
Campe�o e vice de Alagoas decepcionam no Brasileiro
FERNANDA MEDEIROS O torcedor alagoano de um modo geral deve estar se perguntando, decepcionado: o que Corinthians e Coruripe ? campeão e vice-campeão alagoanos, respectivamente ? estão fazendo no Campeonato Brasileiro da Série C? Com uma campanha fraca, ambos têm cinco pontos, eles estão ameaçados de serem eliminados do torneio. O melhor time do grupo é o Porto/PE, já classificado com 10 pontos. Na vice-liderança vem outro pernambucano, o Itacuruba, que soma sete pontos. Diante de clubes inexpressivos do futebol de Pernambuco, será um fracasso se nenhuma das equipes alagoanas avançar na competição. Nesses momentos de sufoco surgem as desculpas dos clubes para tentar encobrir e justificar as falhas cometidas. No Corinthians, o projeto de montar um time forte, para ser o campeão da Série C e, conseqüentemente, subir para a Série B de 2005, literalmente foi por água abaixo, ?afundou? na inundação que aconteceu no dia 1o de julho, no Estádio Nelson Peixoto Feijó, decorrente das fortes chuvas que caíram no Estado. ?As chuvas atrapalharam o planejamento que tínhamos feito para montar um grupo forte e subir à Segunda Divisão. Infelizmente tivemos um prejuízo muito grande, perdemos material e equipamentos e o gramado ficou completamente estragado?, justifica o presidente do Conselho Deliberativo do time, João Feijó. ?Até hoje esperamos ajuda financeira da CBF, mas nada recebemos?, lamenta. Feijó admite que está insatisfeito com a campanha do clube, mas afirma que o trabalho feito pela diretoria teve mais acertos do que erros. ?A campanha não era o que esperávamos, mas podemos dizer que também acertamos. O único problema foram os dois pontos que perdemos no empate por 1x1 com o Coruripe. Se tivéssemos ganho, estaríamos tranqüilos?, disse. ?Nossos cálculos eram para somar dez pontos, com três vitórias em casa e um empate fora, mas não conseguimos?, emenda o diretor de futebol, Alarcon Pacheco. Sobre a contratação do técnico Júlio César, 41, campeão alagoano com o clube e novato na função de treinador, João Feijó considera normal. ?Apostamos nele, foi um risco que corremos, mas isso acontece com vários clubes brasileiros, a exemplo do Atlético/MG e Vitória/BA, que lançaram o Cerezzo e o Ricardo Gomes como treinador, respectivamente?, explica.