Esportes
CSA fracassa em metas tra�adas para 2004
FERNANDA MEDEIROS Mergulhado em um débito de cerca de R$ 1,6 mi, entre causas trabalhistas (R$ 270 mil), FGTS (R$ 700 mil), INSS (R$ 500 mil) e várias outras despesas (R$ 150 mil), o CSA enfrenta o pior momento de sua história de 91 anos, a serem completados no próximo dia 7. ?A situação que o CSA vive hoje é muito aquém de sua história de glórias e tradição. Infelizmente assumimos o clube num momento difícil e não conseguimos atingir as metas desejadas?, avalia o presidente Ricardo Coelho. O clube de maior torcida no Estado e detentor do maior número de títulos em Alagoas - 36 campeonatos estaduais, três vice-campeonatos da Taça de Prata e o vice da Conmebol -, também não conseguiu atingir a principal meta em 2004: voltar à 1a Divisão do Campeonato Alagoano, o que deixou a torcida, dirigentes e o presidente em total frustração, à espera da decisão da Justiça para ver se volta ou não à divisão principal e correndo o risco de ficar parado até a metade de 2005. ?Não conseguimos colocá-lo de volta à 1a Divisão e na trilha de sucesso que ele sempre seguiu. Isso é lamentável?, afirma Coelho. Para esse fracasso, ele aponta como principal problema a falta de recursos, que prejudicou a pretensão de montar um time forte na 2a Divisão deste ano. ?Não tínhamos recursos, por isso não fomos audaciosos, não contratamos reforços de peso?, justifica. Além disso, segundo ele, os grandes conselheiros abandonaram o clube no momento que ele mais precisou. ?Diante dessas dificuldades, nossa opção foi montar um time regional, com um treinador regional. Erramos em conseqüência da falta de dinheiro?, diz. De acordo com o presidente do CSA, outro pecado cometido pela atual diretoria foi não acompanhar as decisões da Federação Alagoana de Futebol (FAF). ?Deixamos a entidade cometer erros absurdos e não tomamos as providências cabíveis logo no início?, admite. Sobre as causas trabalhistas, Coelho afirma que o problema para administrá-las também é a falta de recursos. ?À medida que entrarem recursos a gente vai pagando, fazendo acordo. Porém, como e quando isso vai acontecer não sabemos, pois os recursos não chegam, já que não temos renda, não estamos participando de nenhuma competição?, lembra, lamentando o fato de o clube ter jogado, este ano, pouco menos de um mês, no Alagoano da 2a Divisão. ?Esse calendário da FAF é maluco?, dispara.