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Futebol feminino pretende evoluir em Alagoas

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FERNANDA MEDEIROS Depois da conquista da medalha de prata pela Seleção Brasileira feminina de futebol, nas Olimpíadas de Atenas, o futebol feminino de Alagoas ganhou motivação e ?pede passagem?. Começa a pensar grande, quer evoluir e ocupar um ?lugar ao sol?. Com o estímulo renovado, as ?meninas de chuteiras? sonham ser reconhecidas nacionalmente e por que não dizer internacionalmente, a exemplo da alagoana de Dois Riachos, Marta, meia da Seleção Brasileira vice-campeã olímpica. ?Queremos crescer e esperamos que com essa prata nos sejam dadas boas oportunidades para mostrar do que somos capazes de fazer com a bola no pé, tanto quanto os homens?, desafia a volante do Esporte Clube Alagoas (ECA) Edeilda Cristina Tavares, a Bel, 24, que acumula a função de preparadora física do time. A equipe tem um plantel de 22 atletas, sendo quatro delas do interior do Estado. Além de Bel, outra considerada craque do time é a meia-esquerda Meirinha. Fundado em 1985, o ECA é comandado pela desportista Esmeralda Tavares, 66, mãe de Bel e da árbitra Eválnea Rosa Sidronio, pertencente ao quadro de arbitragem da Federação Alagoana de Futebol (FAF), mas por estar com uma lesão no joelho, só voltará aos gramados em 2005. ?A vontade de jogar futebol vem do sangue, do berço, é de família. Meu pai, irmãos e tios jogaram futebol e nós aprendemos a gostar, eu e minha irmã, só que ela trocou a bola pelo apito?, observa Bel. Ainda acanhado, o futebol feminino em Alagoas sofre com a falta de divulgação e patrocínio e isso não é uma exclusividade local, pois em outros estados a modalidade também é relegada a segundo plano. Tanto é verdade que em um evento promovido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), para homenagear a seleção feminina vice-campeã olímpica, o presidente da entidade maior do futebol brasileiro, Ricardo Teixeira, disse que pretende estudar uma forma de desenvolver a modalidade no País, com a criação de uma liga. ?A CBF vai estudar uma forma de dar segmento ao trabalho do futebol feminino, para ficar o mais próximo possível do masculino?, prometeu o dirigente. ?Com a conquista da medalha de prata, acreditamos que esse quadro possa se tornar real, pois a Seleção Brasileira é motivo de orgulho para todos nós, principalmente porque temos a alagoana Marta no grupo?, elogia dona Esmeralda, revelando que o ECA tentou, por duas vezes, ?contratar? a Marta, do CSA de Dois Riachos, time onde ela jogava na época, mas não conseguiu. ?Na primeira vez ela estava com problema no registro de nascimento e na segunda, tinha ido para o Vasco/RJ?, lembra.

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