Esportes
Dor e beleza andam lado a lado na gin�stica r�tmica
ABIDES DE OLIVEIRA A ginástica é um esporte de risco, que exige do corpo flexibilidade, determinação e superação. O ritmo de treinamento sempre é intenso, por issoas contusões são comuns. Na ginástica rítmica desportiva não tive contratura no pescoço. Mas tudo foi superado?, relata a ginasta Tássia Maria Lisboa de Vasconcelos, 13, do Colégio Santa Úrsula. Os treinamentos são diários, cerca de três horas por dia. A meta é atingir a perfeição dos movimentos e coreografias. ?É preciso sempre muita concentração, dedicação e vontade constante de querer melhorar?, declara a ginasta Isabela Menezes, 19, do Colégio Marista. Para aprimorar os trabalhos e chegar bem numa competição, as ginastas esquecem, muitas vezes, da dor. Segundo Agda Larissa, 13, como a ginástica rítmica exige muito, sentir dores é uma constante. ?Para treinar e fazer os movimentos e exercícios, procuramos superá-las, esquecemos que elas existem?, comenta. Ser atleta de ginástica rítmica não é fácil, mas independentemente disso as ginastas se declaram satisfeitas com o esporte que pratica. ?Comecei depois de ver minha irmã se apresentando. Fiquei encantada e decidi participar da equipe do colégio?, diz Isabela Menezes. A presidenta da Federação Alagoana de Ginástica, Jouse Alves, enfatiza ser a ginástica em geral um esporte de alto risco, que depende disso para superar os limites e chegar a um ótimo nível técnico e de rendimento. Jouse Alves afirma que a presença do técnico é importante e fundamental na formação e preparação das atletas. Carreira curta Uma ginasta, em geral, tem carreira curta. Na rítmica, por exemplo, a idade ideal para começar é aos cinco anos. Em competições, a partir dos nove anos. ?Praticá-la no máximo até os 26 anos, depois disso o corpo começa a perder a flexibilidade, que é um ponto primordial na ginástica?, completa Isabela Menezes, que desde os sete anos pratica o esporte. Na rítmica as atletas competem em quatro aparelhos: massas, arco, bola e fita. Com provas individuais e por equipes (conjuntos). Além disso, existe ainda a competição de mãos livres, sem aparelhos.