Esportes
Brasil quer bater recorde de ouro paraol�mpico
Saem Robert Scheidt e Daiane dos Santos, entram Ádria Santos e Clodoaldo Silva. Assim como aconteceu na Olimpíada de Atenas, o Brasil também terá os seus ?Schumachers? nos Jogos Paraolímpicos, que serão abertos amanhã na capital grega. Recordistas mundiais e atuais campeões da competição, eles são as maiores esperanças para o país bater o recorde de medalhas de ouro no torneio. Dos 98 atletas que representarão o país na Paraolimpíada, pelo menos três são favoritos a subir ao topo do pódio. Ádria Santos, Clodoaldo Silva e Roseane Ferreira, além de já possuírem medalhas das Paraolimpíadas, também são detentores de recordes mundiais. A principal expoente da delegação brasileira é Ádria Santos. Com 30 anos, a mineira de Nanuque (cidade com menos de 50 mil habitantes, distante 620km de Belo Horizonte) já tem nove medalhas nos Jogos Paraolímpicos, sendo três de ouro e seis de prata. A carreira paraolímpica da atleta começou em Seul 1988. Com apenas 14 anos, ela ganhou duas medalhas de prata na Paraolimpíada, na categoria T11 (deficiente visual), nas provas de 100m e 400m rasos. O primeiro ouro veio quatro anos depois, em Barcelona 1992, nos 100m. Em Atlanta 1996, a atleta ganhou três medalhas de prata (100m, 200m e 400m rasos). E em Sydney, conseguiu o melhor desempenho da carreira: duas medalhas de ouro (nos 100m e 200m rasos) e uma de prata (nos 400m). Quem também ganhou duas medalhas de ouro em Sydney e é detentora de um recorde mundial foi Roseane Ferreira, a Rosinha. Na sua primeira Paraolimpíada, a atleta pernambucana, hoje com 32 anos, foi insuperável no arremesso de peso e no arremesso de disco, na disputa entre amputados. Extrovertida, Rosinha ?previu? as medalhas na Austrália ao avistar uma borboleta amarela antes da competição. Para Atenas, a ?previsão? é de três medalhas, e outros dois recordes. Não é só nas pistas e campos de atletismo que os ?Schumachers? brasileiros podem brilhar em Atenas. Na piscina, o nome a ser batido nas provas de velocidade é o de Clodoaldo Silva. Recordista mundial nos 50 m e 100 m livre na categoria S4 (atletas com paralisia cerebral), o nadador ganhou três medalhas de prata e uma de bronze em Sydney-2000. Desde então, Silva se tornou praticamente imbatível. Nos Jogos Parapan-Americanos de Mar del Plata, em 2003, ele conquistou seis medalhas de ouro e uma de prata. Assim, com os seus ?Schumachers? o Brasil tenta superar a excelente campanha de quatro anos atrás, quando ganhou 22 medalhas, sendo seis de ouro, dez de prata e seis de bronze. A alagoana Sônia Gouveia é outra brasileira que está entre as esperanças de medalha de ouro nos Jogos. Recordista mundial do lançamento do dardo, ela é apontada como favorita ao título paraolímpico.