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Abertura das Paraolimp�adas�emociona com simplicidade

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A maior edição da história dos Jogos Paraolímpicos teve início ontem. Assim como nas Olimpíadas, a grandiosidade marcou a cerimônia de abertura da competição, mas com uma festa marcada pela simplicidade no Estádio Olímpico de Atenas, na Grécia, que contou com a presença de 60 mil pessoas. O elemento central da celebração foi um carvalho de 25 metros de altura, considerado pelos gregos como a ?árvore da luz e do conhecimento?. Colocado no meio do estádio, ele ?mudou de cores? de acordo com as representações da festa. Mais uma vez, a percussão pulsou durante a abertura do evento e o desfile das delegações. Os gregos tratam os tambores como um ?eco sonoro da existência?. O Brasil foi o 20º país a desfilar. A alegria marcou a passagem dos brasileiros pelo Estádio Olímpico. Eufóricos, eles chegaram a deixar a área destinada para o desfile e foram em direção às câmeras de televisão. Esta é a maior delegação nacional paraolímpica de todos os tempos, com 98 atletas, sendo 77 homens e 21 mulheres. Apenas os atletas do basquetebol em cadeira de rodas, esgrima em cadeira de rodas, judô, tênis de mesa e futebol de 5 não participaram da cerimônia, já que as modalidades começam a ser disputadas hoje. O porta-bandeira brasileiro foi José Afonso Medeiros, o Caco, primeiro homem da natação paraolímpica do país a ganhar o ouro. Ele foi conduzido por Aurélio Guedes, atual campeão mundial de maratona para deficientes visuais. O grande momento de emoção no desfile das delegações teve como protagonista a Grécia, último país a entrar no Estádio Olímpico. Os anfitriões foram recebidos com um show de luzes; nas arquibancadas, tremulavam centenas de bandeiras do país-sede. A bandeira paraolímpica entrou no Estádio e, após volta olímpica, foi hasteada. Depois disso, foi realizado o tradicional juramento dos atletas. Ao som de ?A Jornada do Sol?, iniciou-se a celebração ao ser humano, com destaque para os quatro elementos da natureza. Aliada aos efeitos da iluminação no carvalho, a coreografia dos bailarinos fez com que a enorme árvore representasse fogo, terra, água e ar. Ao término da coreografia, um vídeo com o revezamento da tocha foi mostrado no telão. A chama entrou no Estádio, completando a peregrinação que começou há oito dias. Em um dos momentos mais esperados, a pira foi acesa de uma maneira diferente da executada nas Olimpíadas: fogos de artifício explodiram em todo o Estádio e culminaram com acendimento da pira.

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