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CRB recursa para manter jogo no Rei Pel�
JOÃO JOSÉ O CRB está lutando para manter seu jogo contra o América-RN, para o Rei Pelé, sábado, pela última rodada do Brasileiro da Série B, eliminando a perda do mando de campo e a transferência para outro local, que inclusive já foi definido pelo diretor-técnico da CBF, Vírgilio Elísio, para o Estádio Lourival Batista, em Aracaju. Através da advogada Vera Otero, contratada pelo clube, o CRB deu entrada ontem à tarde, na secretaria da CBF, em um recurso com pedido de efeito suspensivo, que deve ter seu resultado divulgado hoje, contestando a decisão do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), punindo o clube não só com a perda de um mando de campo, como também de uma multa de R$ 50 mil, acatando a denúncia do árbitro pernambucano, Carlos Henrique Tosta, que relatou na súmula do jogo entre o Galo e o Mogi Mirim, dia 29 de agosto, no Rei Pelé, ter sido ameaçado de agressão com objetos jogados das arquibancadas em sua direção e de seus dois assistentes, por torcedores do time alagoano e, segundo ele, impedindo a descida para os vestiários no intervalo da partida. Como fez na sua defesa durante o julgamento de segunda-feira, a advogada regatiana juntou na documentação do recurso algumas provas de que não houve falta de segurança, mostrando, inclusive, que policiais fizeram a proteção e que o árbitro não foi atingido por objetos e muito menos agredido, como ele colocou na súmula. O Comando do Batalhão de Operações Especiais (Bope), por exemplo, encaminhou à Federação Alagoana de Futebol (FAF) e ao CRB, ontem pela manhã, documentação afirmando que houve segurança para o árbitro naquele jogo e que também será dada segurança no jogo de sábado. ?Sempre fazemos a segurança necessária às pessoas envolvidas com as partidas realizadas no Rei Pelé. Não houve quaisquer motivos para que o árbitro colocasse na súmula que foi agredido. Já tivemos, inclusive, a presença de árbitros do nível de Márcio Rezende de Freitas, Paulo César de Oliveira e Carlos Eugênio Simon, comandando os jogos no Trapichão, e nunca houve incidente algum, pois a segurança sempre foi eficiente?, disse o major Do Valle, comandante do Bope. O dirigente Gustavo Feijó disse que respeitava a decisão do STJD, embora considerando muito severa: ?fomos penalizados injustamente, por culpa do árbitro, mas estamos lutando para reverter a situação?.