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Favorita, S�nia busca medalha de ouro no dardo

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ABIDES DE OLIVEIRA A paraatleta alagoana Sônia Gouveia, 46, disputa, hoje, nos Jogos de Atenas, as eliminatórias da prova do lançamento do dardo, na qual é recordista mundial com a marca de 8,39m, resultado obtido no Parapan-americano da Argentina, no ano passado. A competição acontece no estádio olímpico, a partir das 11h (horário de Brasília). A paraatleta é favorita à medalha de ouro e terá como principais adversárias uma mexicana e uma alemã. A final da prova será realizada na madrugada de amanhã, a partir das 3h (horário de Brasília). Sônia Gouveia compete na categoria F53, classe destinada a pessoas portadoras de deficiência física causada por paralisia. Na sua estréia nos Jogos Paraolímpicos, na segunda-feira passada, a paraatleta não conseguiu subir ao pódio no lançamento do disco. Mesmo sendo a atual campeã mundial, título conquistado ano passado na Nova Zelândia, Sônia acabou na nona colocação com 9,60m. Resultado bem abaixo de sua melhor marca, que é de 12,86m, obtida no Parapan da Argentina de 2003, que lhe valeu a medalha de bronze e a classificação, nesta prova, para os Jogos de Atenas. Segundo a atleta, o nervosismo de estar estreando numa Paraolimpíada atrapalhou em seu desempenho. Família O primeiro dia de participação da paraatleta foi acompanhado por sua família através de um canal por assinatura, que está transmitindo os Jogos Paraolímpicos. Hoje, seus parentes irão voltar a torcer pela alagoana. ?Na primeira prova dava para ver como ela estava nervosa. Na disputa do lançamento do dardo estamos na torcida para ela ganhar pelo menos um bronze?, comentou Solange Gouveia, irmã de Sônia. Antes da viagem para os jogos, no final de agosto, Sônia havia declarado que qualquer medalha seria bem-vinda. ?Se for a de ouro, que venha com um recorde mundial. Mas qualquer medalha conquistada será uma grande vitória?, afirmou na época a paraatleta. Participar de uma Paraolimpíada era o grande sonho de Sônia Gouveia, que se dedica ao esporte há 17 anos. Em Sydney-2000, ela chegou a obter índice para o disco, dardo e peso, mas não participou porque sua categoria não existia nos Jogos. A paraatleta é treinada por Walquíria Campelo e faz parte da equipe permanente de atletismo do Comitê Paraolímpico Brasileiro.

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