loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Esportes

Esportes

A rainha das piscinas

Ouvir
Compartilhar

ABIDES DE OLIVEIRA A pernambucana Joanna Maranhão, 17, é atualmente o grande nome da natação feminina brasileira. A nadadora ganhou as machetes da imprensa nacional ao chegar às finais olímpicas dos 400m medley, em que terminou no 5o lugar, e dos 4x200m livre (6o lugar), nos Jogos de Atenas, em agosto. Esses resultados lhe valeram o reconhecimento do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que na sexta-feira concedeu um prêmio em dinheiro para ela e outros 41 atletas olímpicos do país. Atualmente, Joanna se prepara para o Campeonato Mundial de Piscina Curta, que acontece no próximo mês em Indianápolis-EUA. A atleta concedeu a seguinte entrevista à GAZETA DE ALAGOAS. Como é ser o principal nome da natação brasileira na atualidade? Não me considero o maior nome da natação brasileira da atualidade, hoje temos muitas atletas em boa fase, crescendo. Você chegou a duas finais olímpicas, qual foi a emoção? É difícil falar de uma emoção dessas, sempre que me fazem essa pergunta não sei o que dizer, a única certeza que tenho é de um monte de boas sensações e bons fluidos juntos. Você esperava ir tão longe na sua carreira? De forma alguma, muitas vezes me pego pensando se mereço tudo que passei, é incrível. Como é o ritmo de treinos? Tem espaço para a diversão? Até a Olimpíada de Atenas ficava difícil sair ou ter vida social, pois eu treinava cerca de cinco horas por dia. É difícil ser uma atleta de ponta no Brasil? E o assédio das pessoas? Difícil porque aqui você tem que estar bem em todas as ocasiões. E em relação ao assédio é tudo positivo, pois é a valorização de mais um esporte, diferente do futebol. No último Troféu José Finkel (Brasileiro de Piscina Curta), no início deste mês, você chegou a bater dois recordes sul-americanos (200m costas e 800m livre) e um brasileiro (400m medley), isto era esperando, após o cansaço das Olimpíadas? Também foi uma grata surpresa o Finkel, confesso que já ia ao treino sem a mesma disposição, cansadona mesmo, mas tive de agüentar pra cumprir o calendário. E o Mundial de Piscina Curta, em outubro? Dá para esperar por alguma medalha? Medalha é algo totalmente irreal, após o Finkel tirei uma semana de descanso, então devo chegar lá um pouco fora de forma. Tem algum plano para deixar Recife e passar a treinar em algum grande centro brasileiro? Centro brasileiro não, se eu sair vai ser para fora do país. Estados Unidos? Sim. Existe uma proposta, mas ainda estou negociando. Qual a sua maior adversária, atualmente, nas piscinas do país? Sem dúvida a Georgina Bardach (nadadora argentina, bronze em Atenas nos 400m medley). Ela sempre vem ao Brasil, então, praticamente toda competição a gente disputa junto. Qual a meta da atleta Joanna Maranhão até as Olimpíadas de Pequim-2008? Não penso a longo prazo algo ligado à natação, que é um esporte tão injusto e pouco linear, não posso fazer previsão alguma. E os Jogos Pan-Americanos do Rio, qual a expectativa? Também falta muito tempo, deixa rolar. Sonha com medalhas no Pan e na próxima Olimpíada? De novo? (risos) Não vou falar de futuro. Para você, como está a natação do Nordeste atualmente? Ainda é inferior ao restante do país? É inferior por falta de um ou alguns clubes, realmente fortes que possam brigar em competições nacionais. No Recife (cidade onde mora), vejo muitos atletas dizendo que a principal competição é o Norte/Nordeste. Não quero desmerecer o Norte/Nordeste, eu comecei aí! E me orgulho muito disso, mas somos pouco ambiciosos. Também tem o fato de ter paciência para se lapidar talentos jovens na hora certa. Temos vários atletas do Norte/Nordeste com potencial e daí quando chegam ao infantil, ou param de nadar ou param de dar resultado. Isso deve ser revisto. Apesar de estar no Recife, longe dos chamados grandes centros do país, é possível se preparar e chegar bem a competições nacionais e internacionais? É possível se você tiver muita força de vontade. Estou longe de tudo, sozinha na piscina, ?one by one?, como dizem os norte-americanos. É difícil manter um bom condicionamento dessa forma, pelo menos pra mim. Treinar sozinha vem sendo muito complicado, fico sem referência. Se bem que me dei superbem este ano dessa forma.

Relacionadas