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Ap�s 5 mil km, paulista chega a Macei� em cima de um skate
O paulista Ronaldo de Oliveira Costa, 23, há três anos viaja pelo Brasil em cima de um skate. Desde que saiu da cidade de Araçatuba, interior de São Paulo, em janeiro de 2001, o skatista já percorreu 5.470km. ?Sem pegar carona?, garante. Neste período, Ronaldo Oliveira já mudou de skate cerca de 15 vezes. Ele usa um long board, espécie de equipamento mais longo que os tradicionais skates. ?Troquei com a ajuda das pessoas que vou encontrando e conhecendo pelo caminho?, afirma. Sem dinheiro, o skatista vem sobrevivendo, nesses três anos, da colaboração das pessoas, que lhe dão comida, roupas e tênis, calçado essencial para sua aventura. Além do skate, o paulista aventureiro leva uma mochila, onde guarda os equipamentos de manutenção de seu long board, escova de dentes, xampu, sabonete, um pá de tênis, material de proteção, entre outros utensílios. Roupa, segundo ele, só a que está vestida. ?Não tenho outra. É difícil conseguir uma nova?, diz. A idéia da viagem surgiu como saída para fugir da marginalização. ?A vida não é fácil e optei pelo esporte como minha principal meta?, comenta. Ronaldo de Oliveira perdeu os pais cedo, quando era recém-nascido, e foi criado pela avó. As paradas do skatistas acontecem, geralmente, nas capitais. No Nordeste começou sua viagem pelo Maranhão, depois seguiu para o Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, onde chegou ontem. Só na BR Desde que iniciou a aventura, o skatista sempre viajou pelas rodovias federais. ?Nas BRs fica mais difícil se perder. É mais fácil chegar nas capitais?, avalia. Depois que saiu de Araçatuba, o paulista passou pelos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerias, Goiás e Tocantins, além do Nordeste. A maior parte de sua viagem é feita à noite. ?Dormir? só quando o sol esquenta. Procuro uma sombra e descanso. Mas prefiro viajar durante a madrugada?, confessa. Perigos foram poucos, afirma, como uma tentativa de salto em Fortaleza, Ceará, e risco de ser atropelado nunca aconteceu. ?Está sendo uma viagem tranqüila?, diz. (AO)