Esportes
Futuro dourado do v�lei masculino em jogo
Depois do primeiro ?ciclo olímpico? de Bernardinho ser encerrado com o ouro, a previsão é de novos anos de sucesso da seleção brasileira masculina de vôlei. As chamadas ?peças de reposição? o país tem de sobra. Mas as novas gerações ainda terão que lidar com a baixa estatura e um problema recente: o êxodo de jovens atletas. A seleção juvenil, último degrau antes do time principal, está no Chile, onde disputa até o dia 9 de outubro o Sul-Americano, que vale vaga para o Mundial. Formado com base na equipe infanto-juvenil dos últimos dois anos, o time tem média de altura de 1,99 m. É cinco centímetros mais alto do que o time dos Jogos de Atenas. ?Não ultrapassamos a marca dos 2 m de altura, como já fazem a Bulgária e a Rússia?, avaliou o técnico da seleção juvenil, Marcos Lerbach. Ele adianta que o Brasil ainda vai demorar a ter um time de ?gigantes?. ?Não vamos conseguir isso imediatamente. Não vamos ter o melhor, mas um bom biótipo?, completou. Lerbach destaca que o Brasil é craque em lidar com esta deficiência. Afinal, mesmo com média de 1,94 m, o time de Bernardinho conquistou os principais títulos do mundo. ?Esta seleção prova que não é só de altura que vive o voleibol. O Brasil tem o maior atacante do mundo, o Giba (eleito melhor jogador da Olimpíada), que mede só 1,92 m?, lembra. Sucessores Bernardinho terá talentos de sobra a escolher para eventuais vagas no time adulto. Mas os especialistas crêem que os três lugares disponíveis com as saídas dos pontas Nalbert e Giovane e do levantador Maurício já têm donos. ?Naturalmente esses lugares serão ocupados pelos jogadores que já estiveram no grupo, como Murilo, Minuzzi e o Marcelinho?, disse Lerbach. Montanaro faz ressalvas em relação aos levantadores. ?Apesar de o Ricardinho (atual titular) ser jovem e ter um futuro brilhante pela frente, na posição de levantador vamos patinar um pouco mais para encontrar substitutos. O problema é que o brasileiro quer ser atacante?, comentou. A preocupação é com a formação da nova geração, ameaçada pela contratação de jogadores cada vez mais jovens por clubes do exterior.