Esportes
Torcedores do CSA tentam invadir local de treino e são contidos
Grupo tentou entrar na AABB, onde o time treinava, nessa segunda (1), como forma de protesto pela má campanha do time na Série B
Um protesto de torcedores enfurecidos do CSA obrigou a direção do clube a solicitar o apoio da Polícia Militar, nessa segunda (01), na AABB, local onde o time treinava, na Pescaria. Um vídeo que circula na internet mostra o quanto foi tensa a situação no portão de entrada.
As imagens exibem seguranças com armas em punho, com policiais militares, bloqueando o portão de acesso diante de torcedores que queriam entrar no espaço, sem autorização.
Do lado de fora, aos gritos, os torcedores, armados com o que pareciam ser objetos de madeira e fogos de artifício, ameaçavam invadir o local de qualquer jeito, obrigando uma intervenção mais ostensiva por parte dos seguranças e militares. Ninguém foi agredido fisicamente na manifestação.
As imagens mostram que houve um princípio de invasão ao local, com a polícia e os seguranças sendo rapidamente mobilizados para conter o protesto. Estampidos também foram ouvidos na filmagem. Não há relato de pessoas presas e nem de feridos.
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Nas imagens, os torcedores se mostravam muito revoltados e agressivos, seguramente fruto da má campanha realizada pelo time na Série B, e que piorou, principalmente após a derrota desse sábado (30), no Trapichão, onde para o Ituano por 3 a 1, em duelo válido pela 21ª rodada.
O resultado causou muita repercussão nas redes sociais. Alguns torcedores já cogitavam, comparecerem à AABB para cobrar os jogadores, a comissão técnica e integrantes da diretoria. A frustração da torcida é tanta que, ainda no Estádio Rei Pelé, muitos torcedores foram embora antes do apito final do árbitro, como forma de protesto.
Por outro lado, aqueles que continuaram acompanhando o jogo ficaram de costas para o gramado nos minutos finais do confronto com o Ituano, demonstrando insatisfação.
No Instagram, integrantes da Mancha Azul ainda fizeram um vídeo, na AABB, em tom de protesto contra o presidente azulino, Omar Coêlho. Além disso, o muro da casa do mandatário do clube foi pichado, com palavrões e ameaças ao mesmo.
Em entrevista ao Timaço da 98,3FM, o presidente do Azulão do Mutange se pronunciou sobre os protestos.
“Eu só tenho a lamentar que a situação do CSA tenha chegado a esse ponto. Quando nós saímos [do treinamento], havia uma manifestação de torcedores. Mas, quando saímos nós vimos ataques, palavras de baixo calão. Eu não falo com marginais, torcedor é uma coisa, marginais são outras”.
“Eu não imaginava que a marginalidade chegasse nesse ponto. Foi visto um presidente de uma torcida organizada lá [em sua casa]. Todo o meu loteamento tem câmeras de gravação, eu não vou deixar isso barato. Vou levar à polícia, vai ser apurado e espero que os culpados sejam punidos, porque isso já foge da órbita do futebol”, concluiu.
* Sob supervisão da editoria de Esportes.