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Mulheres dominam o p�lo aqu�tico alagoano

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ABIDES DE OLIVEIRA O pólo aquático de Alagoas vem se destacando, atualmente, no feminino. Foi na categoria que surgiram boas revelações, como Yasmin Ribeiro e as irmãs Isabella e Daniella de Grandi, hoje na seleção brasileira júnior. A mais nova promessa é Evyne Marina, 14, do Colégio Marista. ?Passei por vários esportes, como voleibol, ginástica, basquete, mas me identifiquei mesmo foi com o pólo aquático?, declara a atleta, que descobriu o esporte ao ver um treino no parque aquático do colégio onde estuda. Filha de professores de educação física, Evyne Marina afirma que seus pais queriam mesmo é que ela praticasse handebol. ?Eles foram jogadores de handebol, mas não dava, pois odiei o esporte?, afirma a jogadora, que começou no pólo há três anos. Uma das revelação de Alagoas estará em Maceió neste fim de semana. Yasmin Ribeiro, medalha de bronze pela seleção feminina júnior no Campeonato Pan-Americano, realizado no mês de julho em El Salvador, participa, a partir de hoje, do Curso de Iniciação ao Pólo Aquático. Dedicação Praticado apenas nos colégios Santa Úrsula, há um ano e meio, e Marista, as mulheres são maioria entre os atletas do esporte em Alagoas. Segundo o técnico do Marista, Gilson Santos, isto acontece porque as meninas são mais dedicadas e disciplinadas. ?As mulheres estão na frente por esses fatores. Elas conseguem aceitar melhor as cobranças?, analisa. A carga de treinos é, em média, de três horas por dia. O horário não é nada fácil. As atletas entram na piscina logo após sair da aula, ao meio-dia, nas segundas, quartas e sábados. Nos demais dias da semana o treino acontece às 15h. Os treinamentos incluem natação, parte física e preparação técnica e tática. Um exemplo do predomínio das mulheres está na formação de equipes. Enquanto Alagoas contará com representante no feminino, nos Jogos da Juventude, este mês em Brasília, no masculino a situação é inversa. ?Ainda não temos número suficiente para formar um time?, completa Gilson Santos. Crise O pólo aquático feminino do Brasil, afirma o técnico, passa, atualmente, por uma crise. ?Falta maior interesse dos jovens e tem o preconceito da própria família. Mas em Alagoas não enfrentamos esse problema?, garante o treinador.

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