Esportes
Cobertura do jogo mobilizou jornalistas de todo o pa�s e equipes internacionais
MARCOS RODRIGUES A cobertura do jogo da seleção brasileira mobilizou profissionais de imprensa de todo o país e correspondentes internacionais. Antes e durante a transmissão do jogo do Brasil contra a Colômbia a GAZETA acompanhou os bastidores. Desde a última segunda-feira a cobertura esportiva nacional passou a incluir Alagoas em seu roteiro. A Rádio GAZETA, por exemplo, voltou de Maracaibo, na Venezuela, no vôo da seleção, com os repórteres César Pita e Leonardo Baran. Pita foi quem narrou o jogo do Brasil contra os venezuelanos, enquanto Baran foi repórter de pista. Para a cobertura em Alagoas, além do reforço da presença de Leonardo Baran, foram mobilizados vários profissionais. Alma As transmissões de rádio e TV são as que mobilizam maior estrutura. O rádio, considerado a alma do futebol, disputa espaço com a TV usando os seus melhores profissionais. Um exemplo é a Rádio Globo, que enviou a Alagoas o seu narrador mais popular, José Carlos Araújo. Quem acompanha as transmissões pela emissora sabe que ele é tão conhecido quanto a estrela global, Galvão Bueno. O ?garotinho?, como é mais conhecido na cobertura radiofônica, consegue transmitir emoções que escapam à narração da TV. ?As imagens criadas pelas palavras do rádio conseguem ser mais ricas que as imagens da televisão. A emoção é muito mais envolvente. O brasileiro não vive sem rádio e é por isso que investimos tanto nessas coberturas?, defendeu José Carlos, com 40 anos de rádio esportivo e 64 de idade. A dedicação dos profissionais do rádio começa pela articulação da equipe técnica. No caso da Rádio Globo, foram montadas duas estruturas: uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro. Para o técnico da emissora, Luiz Roberto Inácio, as transmissões e a emoção do jogo se transformam em responsabilidade. ?Não dá para se ligar em nada, apenas na escuta?, revela, sem tirar um dos fones do ouvido. Exemplo A equipe técnica da GAZETA não fica atrás. Para a transmissão de ontem, no Rei Pelé, os equipamentos começaram a ser montados às 6h da manhã. Para os técnicos Alberício Braz e Nailson Maranhão a responsabilidade é ainda maior. Eles são os responsáveis pelo som da equipe do ?Timaço da GAZETA?. ?Enquanto as pessoas ouvem a transmissão e pensam que é fácil colocar tudo no ar, na realidade é um trabalho de muita tensão?, analisou Nailson. ?É uma tensão que envolve todo mundo. Às vezes, a gente olha para o campo, mas a cabeça está no som?, completou Alberício Braz. Os dois integram a equipe comanda por Walmari Vilela. Já o narrador do Timaço, Arivaldo Maia, revelou que a transmissão em casa o deixou mais tranqüilo, mas a responsabilidade é a mesma. ?Transmitir fora daqui é uma outra emoção. Quando ouço o hino, por exemplo, fico muito emocionado. Os jogos da seleção são uma festa para as pessoas, mas para as empresas é coisa séria, por isso, aqui está a nata dos profissionais?, considerou Arivaldo. E ele está certo. Um outro exemplo de grande nome do rádio que também esteve em Alagoas foi o narrador da Rádio Bandeirantes José Silvério. ?Uma partida como essa é uma festa. E o rádio é quem traduz isso com toda a sua emoção, por causa de seu poder, que é mais forte?, afirmou Silvério com 42 anos de experiência.