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Brasil esbarra na retranca da Col�mbia

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JOÃO JOSÉ O Brasil encontrou uma forte retranca da Colômbia, não soube como abri-la e terminou empatando em 0x0, ontem à noite, no Rei Pelé, pela 10ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa-2006. A equipe nacional permanece líder, mas perdeu grande oportunidade de se distanciar três pontos do segundo colocado, a Argentina, que também empatou na rodada, pelo mesmo placar, diante do Chile, em Santiago. Apesar de não conseguir superar o último colocado da competição, o time brasileiro teve chances de ganhar o jogo, não só pelas oportunidades criadas, mas também porque o assistente do árbitro não viu a bola entrar no gol da Colômbia, num chute de Adriano, aos 24 minutos do segundo tempo. O jogo Embora com pouca atitude, sem conseguir alternativas para criar jogadas em função do gol, evitando o antijogo do adversário, que veio a Maceió arriscar o empate, a seleção brasileira, ainda assim, tentou marcar, graças apenas ao talento individual de alguns de seus jogadores. Nos primeiros minutos, o Brasil deu a impressão de que chegaria facilmente à vitória, pois forçou a Colômbia a ceder três escanteios seguidos. Os colombianos, armados num 4-5-1, só deixando o atacante Angel na frente, não armaram uma só jogada de perigo para o goleiro Dida durante todo o primeiro tempo. O Brasil, ao contrário, forçou ataques seguidos, mas sem muito sucesso, principalmente ao insistir penetrar pelo meio, diante de uma forte marcação e não tendo inteligência para abrir espaços na defesa adversária. No primeiro bom lance, aos 8 minutos, Alex chutou de fora da área e o goleiro Calero defendeu em dois tempos. Ronaldo, aos 20 minutos, deu uma arrancada pela esquerda, chutou de perna esquerda e o goleiro defendeu. Até o final do primeiro tempo, o Brasil construiu mais três ataques perigosos, com Zé Roberto, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo Na etapa final, apesar de ainda com pouca inspiração, os brasileiros melhoraram de rendimento. Logo aos 5 minutos, Roberto Carlos pegou um rebote pela esquerda e chutou perto do travessão colombiano. Aos 14 minutos, Parreira trocou Magrão e Alex por Elano e Adriano. O Brasil passou a criar melhores chances e a Colômbia manteve sua postura defensiva para o empate, esperando qualquer falha da defesa brasileira para surpreender. Ronaldo poderia ter marcado aos 17 minutos, quando o goleiro Calero saiu mal do gol e a bola sobrou livre para o atacante do Real Madrid. Ele deveria ter tentado o gol por cobertura, mas preferiu conduzir a bola, passar pelo próprio goleiro e na hora da finalização apareceu um zagueiro para salvar. O outro lance que poderia ter sido decisivo foi justamente no erro da arbitragem. Depois de um ataque em massa do Brasil, a bola sobrou para Adriano chutar forte de perna esquerda. A bola bateu no travessão, caiu dentro da meta e depois saiu, mas o assistente Fernando Cresci não validou o gol. Depois daí, nenhum outro lance de perigo pode merecer registro. A Colômbia, interessada no empate, procurou retardar a partida, com a tradicional ?cera?, e os brasileiros não conseguiram criar mais nada. Brasil ? Dida; Cafu, Juan, Roque Júnior e Roberto Carlos; Magrão (Elano), Renato, Zé Roberto (Edu) e Alex (Adriano); Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. Colômbia ? Calero; Córdoba, Yepes, Perea e Bedoya; Restrepo, Diaz, Grizales (Leal) e Oviedo (Moreno); Pacheco (Viveros) e Angel. Mais de 20 mil pessoas assistiram ao jogo, incluindo os ?caronas?. O público pagante foi de 19.499 pessoas para uma renda de R$ 1.111.910,00. O árbitro foi o uruguaio Jorge Larrionda, com trabalho confuso, ao lado de seus assistentes Fernando Cresci e Walter Rial, também do Uruguai.

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