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Parreira pretende fazer rod�zio na sele��o

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São Paulo - Em situação confortável na tabela de classificação das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2006, o técnico Carlos Alberto Parreira já começa a pensar na próxima temporada e falou até em fazer um rodízio de jogadores em 2005. Com o 0 a 0 com a Colômbia, em Maceió, a Seleção Brasileira chegou aos 20 pontos, um a mais que a vice-líder Argentina. O Brasil joga agora com o Equador, em novembro, fora de casa, e depois só volta a campo no ano que vem, para as últimas sete rodadas da competição. ?Se estivermos com folga na tabela, poderemos realizar experiências nas eliminatórias de 2005?, disse Parreira, após o jogo em Alagoas. O lateral-esquerdo Roberto Carlos aprovou a idéia. ?O Parreira poderá fazer trocas, poupar alguns e testar outros que jogam no Brasil?, afirmou o jogador do Real Madrid, que em algumas oportunidades já criticou o apertado calendário mundial. Atletas como Magrão, Elano, Maicon e Maxwell, que estão ganhando espaço na Seleção agora, poderão ser chamados novamente caso o rodízio seja colocado em prática. Média de gols O ano começou com jogos que aborreciam, mas tem tudo para acabar com um recorde de emoção nas três eras Carlos Alberto Parreira na seleção e apagar de vez a frase que o marcou na preparação para a Copa de 1994: ?Gol é apenas um detalhe?. Com um time que ataca, mas se expõe muito, segundo ele mesmo, o treinador tem sua temporada com as partidas mais cheias de gols no comando da equipe. Já contando com o empate de 0x0, quarta-feira, contra a Colômbia, em Maceió, o Brasil entrou 18 vezes em campo em 2004, marcando 41 gols e sofrendo 15. Computados, isso significa uma média de 3,28 gols por partida da equipe, o que representa uma marca quase 20% maior do que acontece no atual Campeonato Brasileiro e que bate com folga todas os outros cinco anos cheios de Parreira no comando da seleção (em 1991 ele dirigiu o time em apenas dois amistosos). Colômbia A alegria da seleção da Colômbia após o empate por 0 a 0 contra o Brasil se refletiu na imprensa do país. Ontem, os principais jornais do país abordam o assunto com grande destaque. ?Não está morto quem briga?, estampava o diário El Tiempo, da capital Bogotá. O periódico reconhece que o ataque não foi o forte da equipe no estádio Rei Pelé, mas ?com um jogo preciso na defesa, a Colômbia igualou com os campeões do mundo. O empate, inesperado para muitos, é um triunfo psicológico do país?. Para o El Heraldo, de Barranquilla, a partida foi ?heróica e alentadora?. ?Os colombianos se mantiveram firmes ante as estrelas brasileiras, que atacaram sem trégua em busca de vitória?, escreveu. O El Colombiano também engrandeceu o resultado obtido e até mencionou a música brasileira. ?O impensado foi realidade e a missão quase impossível foi possível. A seleção da Colômbia conquistou um valioso empate com o Brasil em sua própria casa e sob o pegajoso samba de Maceió?.

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