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Hist�rias e lendas do futebol alagoano

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FERNANDA MEDEIROS Há coisas que só acontecem no futebol, esporte cheio de histórias reais e lendas que com o passar do tempo vão sendo transmitidas de geração a geração, ficando na memória do torcedor. No futebol alagoano, também existem as fantásticas histórias para contar. É cheio de fatos interessantes e inusitados, que muita gente nem acredita ter acontecido. Existe o caso, por exemplo, do jogo realizado em 1957, entre a seleção alagoana e um selecionado de Capela, envolvendo dois personagens: Osório, na época goleiro do Capelense; e Barra, atacante do CSA. Foi um fato lamentável, mas real. Em um lançamento na área do time de Capela, Osório saiu do gol para pegar a bola e, com ele, Barra também partiu em direção à bola, para tentar fazer o gol. No meio do caminho, ambos se chocaram e o goleiro caiu por cima da bola, ficando no chão. O jogo foi paralisado e o levaram para a residência da noiva, para os devidos cuidados médicos. Em seguida, infelizmente, veio a triste notícia: Osório havia morrido. Capela e sua torcida choraram. O pobre atacante Barra também chorou, sentindo-se culpado pelo triste episódio ocorrido com o companheiro de profissão, com o qual havia iniciado no juvenil do Tiradentes. ?A partir de então, o Barra passou a beber mais e mais e foi definhando até morrer?, narra o historiador e diretor do Museu de Esportes Edvaldo Alves Santa Rosa, situado no Estádio Rei Pelé, Lauthenay Perdigão. ?Foi uma tristeza para o nosso futebol?, recorda. Ele narra este fato e muitos outros que aconteceram no futebol alagoano. ?A maioria das histórias é verdadeira. Mas há outras que são lendas, pois não estão registradas em nenhum documento ou matéria divulgada pela imprensa? revela. Uma das lendas narradas por torcedores e desportistas da terra dá conta de que existiu um atacante, irmão de um goleiro de determinado time. Ambos se enfrentaram em uma partida e eis que foi marcada uma penalidade. O atacante chutava forte e ele foi escolhido para a cobrança do pênalti, tendo que chutar para o gol em que estava o irmão. ?Quando ele chutou, o goleiro defendeu e caiu, vindo a morrer dentro da trave?, conta Lauthenay. ?Mas essa é uma lenda, inclusive, contada em vários estados, como se tivesse ocorrido em cada um deles?, observa. Quem acompanhava o futebol alagoano na década de 70 deve lembrar do goleiro Vermelho, que em 1973 defendeu o CRB. Ele era forte, alto, negro, um bom goleiro e tinha lá suas superstições. Em todos os jogos, Vermelho batia o peitoral nas duas traves, como uma espécie de ritual, para demonstrar a força de seu corpanzil e para levar bons fluídos para o gol que defendia. ?O Vermelho foi um ótimo goleiro, morava no Rio de Janeiro e foi lá que morreu, onde também jogou no Madureira?, recorda Perdigão.

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