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Rubens Barrichello alfineta pr�pria escuderia, a Ferrari, e renega rejei��o de torcida brasileira
O piloto Rubens Barrichello parecia um esotérico em sua primeira entrevista coletiva, ontem, antes do GP Brasil. Falou em ?energia positiva? da Ferrari, que, após o título de Michael Schumacher, liberou que ele competisse em igualdade de condições com o heptacampeão mundial. Falou também de ?energia negativa? dos críticos e da imprensa. ?Procuro não ler jornais para não gastar essa energia. É queimá-la com coisas pequenas?, disse o brasileiro. A alfinetada na Ferrari foi direta. ?Esse modelo de piloto principal e escudeiro é uma coisa ultrapassada, mas a cabeça dos dirigentes vem mudando aos poucos. A equipe deu uma relaxada após o título do Michael, as energias ficaram divididas em 50%. Espero que em 2005 seja desde o começo do campeonato?, afirmou. Para renovar no início do ano, o brasileiro conseguiu algumas vantagens, como poder duelar com o colega por uma posição e ter direito a carro reserva. Mesmo assim, o alemão superou de longe o companheiro na temporada. Por outro lado, Barrichello rejeitou a opinião de que Schumacher daria de bandeja uma vitória em sua terra natal: ?Quem fala que ele vai me dar um presente é porque acredita em Papai Noel. Ele vem ao Brasil atrás de mais recordes para sua carreira?. Negou também que exista uma rejeição por parte da torcida local, por ele nunca ter vencido no país ou levado um título de temporada, após 12 anos na categoria. ?Se houver rejeição, ela deve estar mais ou menos em 0,5%. As brincadeiras e as críticas eram maiores no começo. Mas com todos os pilotos é assim. O Ayrton Senna só foi reverenciado depois de morto. Antes, falavam coisas cabeludas dele?, sentenciou. Barrichello também procurou fugir da pressão pela vitória. ?Se chegou a minha vez, só Deus sabe. O resto é fuxico. Mas o meu momento é muito bom?, disse. Até agora, ele só conseguiu completar a prova em 1994, quando ficou em quarto. Nas demais, abandonou com problemas no carro.