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CSA x FAF: guerra pela Primeira Divis�o continua

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FERNANDA MEDEIROS A notícia de que a Federação Alagoana de Futebol (FAF) e o Penedense entraram no Tribunal de Justiça Desportiva de Alagoas (TJD-AL) com o pedido de extinção do processo relativo à 2a Divisão do Campeonato Alagoano pegou de surpresa o presidente do CSA, Ricardo Coelho, que disse que tal medida jurídica é mais uma forma de ?embolar o meio-de-campo? de um processo que se arrasta há cerca de três meses. ?Recebi essa notícia com grande surpresa, principalmente porque já vislumbrava a possibilidade de haver um acordo entre a FAF e os clubes?, disse Coelho. Segundo ele, a Federação devia buscar formas para tentar resolver o problema mediante um acordo com os clubes e não através de outra medida judicial. De acordo com o vice-presidente jurídico da FAF, Orlando Lins, o prazo do processo está expirado em 20 dias e ?não há mais condições de continuar?. Diante disso, ele afirma que se o parecer for favorável à Casa do Futebol, prevalecerá a decisão que aconteceu dentro de campo, ou seja, com o Penedense e o Dimensão Saúde na 1a Divisão de 2005, já que foram campeão e vice-campeão, respectivamente. No entanto, o presidente do TJD-AL, Breno Lins, afirmou que esse novo recurso da FAF, com a alegação de que o prazo teria se expirado, é infundado, pois a prescrição dos autos não pára até que haja um resultado. Disse também que o recurso será encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, onde se encontra o processo, que retornou ao órgão local, mas será devolvido hoje ao STJD. O presidente azulino tem a mesma visão de Breno Lins e disse que alegar prescrição com o processo em curso demonstra ?um total desconhecimento da Lei?. ?Acho que o vice-jurídico da FAF sabe muito bem disso e acredito que a entidade entrou com essa medida judicial com o pensamento do tipo ?se colar colou?, criticou Ricardo Coelho. Ele acrescentou que a Federação deveria reconhecer o erro que cometeu quanto ao regulamento da 2a Divisão e à errata que preparou para tentar corrigi-lo, mas que na verdade acabou errado da mesma forma. ?O CSA reconheceu que errou ao menosprezar a competição e a FAF deveria reconhecer que também errou, ao elaborar um regulamento mal-feito. Isso seria, no mínimo, uma atitude de grandeza da entidade?, finalizou.

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