Esportes
Morte s�bita coloca em alerta mundo esportivo
FERNANDA MEDEIROS O caso do zagueiro do São Caetano, Serginho, que se sentiu mal em campo durante o jogo entre São Paulo e São Caetano, pelo Brasileiro da Série A, quarta-feira, no Morumbi, vindo a falecer instantes depois no hospital, reacende a discussão sobre a morte súbita no esporte. Também requer atenção sobre o atendimento médico de urgência e emergência nos estádios, quadras e demais praças esportivas de todo o mundo. O fato chocou o futebol mundial e hoje aterroriza dirigentes, jogadores, torcedores e desportistas. Entende-se por morte súbita a parada do coração que pode acontecer com ou sem sintoma. ?O diagnóstico é estabelecido imediatamente no caso de ausência de movimentos respiratórios e batimentos arteriais. Após um minuto de parada cardiorrespiratória, as pupilas se dilatam para alcançar uma midríase fixa bilateral. Esse diagnóstico tem que ser feito em fração de segundos?, explica o médico Argeu Pessoa, presidente da Sociedade Alagoana de Medicina Esportiva. Ele afirma que quem pratica qualquer atividade esportiva, seja atleta ou não, deve fazer exames periódicos (seis em seis meses) ou quando for iniciar algum exercício físico. ?Também deve se submeter a exames quando sentir que algo vai mal com o organismo?, alerta Pessoa, também médico da Federação Alagoana de Futebol (FAF). Alagoas Em Alagoas, o pesquisador Walter Luiz lembra o caso de morte no futebol, que houve com o goleiro Osório, do Capelense, em amistoso contra um selecionado de CRB, CSA, Ferroviário e Auto Esporte. Num lançamento na área do time de Capela, Osório saiu do gol para pegar a bola e chocou-se com o atacante Barra, do CSA. Com a pancada no estômago, ele caiu e ficou no chão, desacordado. O jogo foi paralisado e o levaram para a casa da noiva, próxima do estádio, para os cuidados médicos. ?No segundo tempo, veio a notícia que Osório tinha morrido?, diz Walter, acrescentando que isso foi no fim da década de 50.