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FAF x torcida do CSA: insultos no Rei Pel�
FERNANDA MEDEIROS Uma discussão acalorada entre o presidente da Federação Alagoana de Futebol (FAF), Raimundo Soares, o vice-presidente de Relações Externas da entidade, Ederaldo Almeida, e torcedores do CSA, mais precisamente da Torcida Mancha Azul, aconteceu sábado no Estádio Rei Pelé, durante a realização do jogo CSA x Corinthians, pelo Campeonato Juvenil. O encontro dos protagonistas do ?bate-boca? foi no setor das cadeiras especiais. Tudo teve início quando os dirigentes da FAF chegaram ao local e encontraram o dirigente da Mancha, Marcelo Rocha, que acusou a FAF de querer emperrar o julgamento do processo da 2a Divisão. Ele perguntou a Soares: ?Por que a FAF não quer que o julgamento ocorra??. Surpreso com a pergunta, Soares disse que a entidade nunca interferiu nesse caso e não está atrasando o julgamento. Não conformado, o torcedor chamou os dirigentes da FAF de ?incompetentes e incapazes de sequer elaborar os regulamentos das competições?. Quando a discussão ficava acalorada, chegaram outros componentes da facção e houve mais insultos, de ambas as partes. ?Somos xingados e vamos ficar calados??, disse Soares. Ederaldo também foi insultado e rebateu as ofensas. ?Não temos culpa se o CSA não conseguiu sair da 2a Divisão. Os incompetentes são os dirigentes do clube que não souberam contratar jogadores para vestir a camisa do CSA. A diretoria azulina foi incompetente e não ganhou em campo?, disse Soares. No momento da confusão, um dos torcedores azulinos lembrou que o CSA não perdeu em campo. ?O jogo [com o Penedense] foi empate, em Penedo e Maceió?, disse. Os dirigentes da FAF também acusaram a Mancha de depredar o prédio da entidade. ?Foram vocês e vamos tomar as providências. Sabemos quem são os culpados?, disse Ederaldo, mas os membros da torcida responderam que a facção não teve nada a ver com o fato. ?Vocês sabem quem depredou a FAF porque foram vocês que fizeram, para pôr a culpa na torcida?, disse Marcelo. Após mais de 20 minutos de ?bate-boca? os torcedores saíram do Rei Pelé. Isso impediu que se chegassem às vias de fato. Soares e Ederaldo acionaram a Polícia Militar, alegando que se sentiram ameaçados de deixar o estádio.