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Depois do ouro, Brasil tem Superliga esvaziada

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O Brasil tem o melhor time masculino de vôlei do mundo, mas os principais astros da seleção mais uma vez não vão dar as caras no país. Esvaziada, a temporada 2004/2005 da Superliga Masculina, que começa hoje, terá apenas quatro integrantes da equipe que ganhou em Atenas a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Do time que começou a partida decisiva contra a Itália como titular, apenas André Nascimento se exibirá em quadras brasileiras. Em compensação, o Campeonato Italiano, que neste fim de semana disputa a sua nona rodada, conta com oito integrantes da seleção. ?Sabemos que a concorrência com a Europa é cruel, já que o euro em comparação com o real está quase quatro para um. Apesar de não termos algumas estrelas da seleção brasileira, temos uma garotada de talento e que está chegando para buscar o seu espaço e brigar por um lugar na seleção?, disse Renato D?Avila, gerente da Unidade de Competições Nacionais da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). A situação é bem diferente da primeira edição da Superliga, na temporada 1994/1995, que contou com os 12 atletas que ganharam a medalha olímpica nos Jogos de Barcelona, em 1992. O Wizard/Suzano é o clube que mais tem atletas da seleção. Além de André Nascimento, a equipe paulista terá o meio-de-rede Rodrigão. Já a atual campeã Unisul tenta o bicampeão com o veterano Giovane, campeão olímpico em Barcelona-92 e em Atenas-04. Entretanto, a equipe catarinense perdeu o oposto Marcos Milinkovic, eleito o melhor jogador da última Superliga. Assim, os holofotes da atual temporada devem ficar com o ponta Nalbert, capitão da seleção em Atenas, que volta ao país para defender o Banespa/Mastercard/São Bernardo depois de cinco anos atuando no exterior. E o jogador, recuperado da lesão no ombro que quase o tirou da Olimpíada, já mostrou o seu potencial, levando o Banespa aos títulos do Campeonato Paulista e do Grand Prix. Assim, a equipe já figura entre os favoritos a levar o título da temporada.

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