Esportes
Morte de Serginho: S�o Caetano perde 24 pontos
São Paulo - A 1ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu na madrugada de ontem, por 4 votos a 0, punir o São Caetano em primeira instância com a perda de 24 pontos no Campeonato Brasileiro pela suposta escalação irregular do zagueiro Serginho, que morreu no último dia 27 de outubro cerca de uma hora após desmaiar durante jogo contra o São Paulo, no Morumbi. Na sessão de quase nove horas no Rio de Janeiro, o presidente do São Caetano, Nairo Ferreira, foi responsabilizado pela condição ilegal e morte do atleta. O dirigente recebeu a suspensão de 720 dias (2 anos). No entanto, a maior punição foi anunciada para o médico do clube, Paulo Forte, que foi considerado culpado por omissão de documentos que comprovavam a doença cardíaca de Serginho. O profissional pegou suspensão de 1.440 dias, ou seja, quatro anos. Para todos os casos, existe a prerrogativa de recurso jurídico para novo julgamento. O recurso do clube, que deverá ser entregue amanhã, será apreciado no STJD na próxima segunda-feira. O tribunal condenou o clube no artigo nº 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que determina a perda do dobro do número de pontos previstos no regulamento da competição para o caso de vitória, além de multa entre R$ 5 mil e R$ 50 mil, caso o atleta não tenha condição legal de atuar - incluído aí o estado de saúde. No período retroativo previsto na lei, 60 dias, Serginho atuou em quatro oportunidades. Se for confirmada a perda de 24 pontos do São Caetano, o time paulista apenas cumprirá tabela nas duas últimas rodadas do Brasileiro. Com 53 pontos, está matematicamente livre da ameaça do rebaixamento, 14o colocado, mas também fica fora da disputa por vaga na próxima edição da Copa Libertadores e da Sul-Americana. Se saísse ileso do tribunal, o clube paulista iria para as rodadas finais da competição com 77 pontos, na quarta colocação, ainda na briga pela Libertadores. Caso a punição seja confirmada em nova instância, nos jogos contra Santos, em casa, e Atlético-MG, fora, o São Caetano, descartando eventual reviravolta jurídica, entrará em campo para fazer figura, deixando assim livre o caminho para Palmeiras, Juventude e até Goiás disputarem a última vaga aberta na mais importante competição sul-americana. Julgamento De última hora, o São Caetano tentou pedir um adiamento do julgamento, através de uma petição apresentada ao STJD na última sexta-feira. O clube justificava que seriam necessários mais informações para facilitar a elucidação do caso. No entanto, o presidente da entidade, Luiz Zveiter, refutou a requisição da equipe, alegando que a questão deveria apresentar uma solução esportiva ainda antes do término do Campeonato Brasileiro.