Esportes
DIRIGENTES DA JUVENTUS PODEM SER JULGADOS
Em má fase dentro e fora de campo, time italiano se envolve em nova polêmica
O ex-meia Pavel Nedved, hoje vice-presidente da Juventus, pode ir a julgamento por fraude contábil e irregularidades em transferências de jogadores, assim como o presidente do clube Andrea Agnelli, e o diretor executivo Maurizio Arrivabene, ex-chefe de equipe da Ferrari. Os três estão entre 15 pessoas citadas em uma notificação da Promotoria de Turim sobre investigações de crimes financeiros.
Os promotores investigam acusações de que a Juventus, listada na Bolsa de Valores de Milão, teria obtido lucro por meio de um esquema para recebimento de comissões ilegais de jogadores transferidos e emprestados. Também está sendo apurado se investidores foram enganados com emissões de faturas de transações não existentes para demonstrar receitas, o que seria considerado fraude contábil.
As autoridades estão analisando contratos, transferências e acordos feitos entre o clube e agentes no período de 2018 a 2020. Em comunicado divulgado nessa terça (25), a Juve disse estar convencida de que “operou de acordo com as leis e regras que governam as relações financeiras” e que “cumpriu com os “costumes internacionais da indústria do futebol”.
Os advogados Maurizio Bellacosa e Davide Sangiorgio, que representam a Juve e o presidente Agnelli, respectivamente, argumentam que as cortes do esporte já livraram o clube das mesmas acusações outras duas vezes e que não há nenhum fato novo desde que tais decisões foram publicadas.
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