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Nº 5710
Esportes Omar Coêlho e Rafael Tenório, presidentes executivo e deliberativo do CSA, respectivamente, vivem trocando farpas

TROCA DE FARPAS ENTRE COÊLHO E TENÓRIO CONTINUAM NO CSA

Dirigentes do Azulão não se entendem e, depois do rebaixamento do time à Série C, situação ficou pior

Por Fernanda Medeiros | Edição do dia 10/11/2022 - Matéria atualizada em 10/11/2022 às 04h00

Os desentendimentos nos bastidores do CSA parecem não ter fim. E depois da queda do time para a Série C, a situação piorou, com acusações de todos os lados. A diretoria azulina ainda não se pronunciou, depois do rebaixamento, nem muito menos divulgou nada, ainda, sobre dispensas, contratações para 2023. 

Segundo o diretor de futebol, Raimundo Tavares, ainda não há nenhuma informação sobre esses temas. “Ainda não. Estamos tratando aqui se o Omar (Coêlho) vai ficar, se não vai. Vamos ver até sexta-feira (11). Se a gente tiver alguma notícia aí a gente passa”, disse Tavares. 

O que tem sido notícia mesmo no Azulão, nesses dias, são as trocas de farpas, acusações e críticas entre o ex-presidente Rafael Tenório, hoje presidente do Conselho Deliberativo azulino, e o atual mandatário do executivo, Omar Coêlho que, em entrevista à Rádio 98,3 FM (Gazeta), se defendeu das acusações feitas por Tenório, após o rebaixamento do time. 

Dentre tantas críticas, Omar falou sobre o novo CT do CSA, que está sendo construído na parte alta de Maceió. Ele disse que a obra, tocada por Tenório, foi feita com um orçamento fora da realidade do clube e que se trata de uma obra faraônica. 

“É uma obra faraônica, uma obra que não é para o CSA, mas a gente vai terminar. Se o dinheiro não deu, o dinheiro que ele deixou, que a Braskem deu. E se fala como se fosse uma grande conquista, mas foi uma indenização da Baskem por uma perda lamentável, que foi o Mutange”, disse Coêlho, na entrevista. 

Omar disse também que Tenório não fez um planejamento financeiro adequado e prejudicou a diretoria atual. “Recebi o CSA sem dinheiro em caixa, praticamente. Esse negócio de dizer que ‘deixou, deixou’, isso é mentira. A contabilidade esclarece, mostra tudo. A nossa contabilidade é de fazer inveja a qualquer um. Você clica no valor da despesa e abre a nota fiscal, coisa que na gestão dele também não teve”, disse Coêlho. 

De pronto, Rafael Tenório não deixou barato e rebateu fortemente, em áudio que circula em grupos de whatsapp, dizendo que Coêlho precisa ser estudado e que deixou o CSA com dinheiro em caixa. 

“Esse cidadão (Coêlho). Ele precisa ser estudado pela psiquiatria, pela neurologia, pela psicologia, porque é uma pessoa que eu não consigo entender. O CSA está apertado financeiramente. E ele veio dizer que recebeu o caixa sem capital de giro. Eu deixei R$ 2,1 mi na conta do futebol para ele começar o ano. E deixei R$ 22,5 mi para a construção do CT. E dava, sim, para construir. Ele misturou o dinheiro da Braskem que nós recebemos, com o futebol, coisa que durante todo o tempo sempre fui contra”. 

“O cara entregou o clube na mão de terceiros. É um péssimo gestor. Nunca foi gestor de nada, porque ele não cuida nem das finanças dele, porque ele é desorganizado financeiramente”.

A Gazeta de Alagoas tentou contato com Coêlho, mas até o fechamento desta matéria, não obteve retorno.

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