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Sem vontade, Rom�rio anuncia fim de carreira
Rio de Janeiro - Herói da conquista da Copa do Mundo de 1994 e um dos maiores artilheiros de todos os tempos, o atacante Romário anunciou oficialmente o fim de sua carreira dentro dos campos de futebol. A informação foi divulgada ontem pelo jornal O Globo, em matéria assinada pelo jornalista Renato Maurício Prado, que entrevistou o jogador em Florianópolis, onde ele passa férias com sua família. ?Parei, não dá mais. Não tenho mais vontade?, sentenciou o atacante, de 38 anos (completa 39 em 29 de janeiro). As poucas palavras são responsáveis pelo fim da carreira de um dos mais brilhantes e controversos jogadores do futebol brasileiro e mundial. Trajetória Em sua trajetória como profissional, ele atingiu a marca de 822 gols. A estréia oficial do atacante ocorreu no dia 18 de agosto de 1985, à época com 19 anos, na vitória por 6 a 0 do Vasco, seu time, sobre o Nova Venência, do Espírito Santo. Dois anos depois, estreou na seleção brasileira principal, em um amistoso contra a Irlanda. Em 1988, disputou os Jogos Olímpicos de Seul e foi o artilheiro do torneio masculino, mas não foi campeão: ficou com a medalha de prata, perdendo a final contra a então União Soviética por 2 a 1. Do Vasco foi ao PSV Eindhoven, onde fez sucesso estrondoso entre 1988 e 1993. Mesmo machucado, foi à Copa do Mundo de 1990, mas praticamente não foi utilizado pelo técnico Sebastião Lazzaroni. Redenção A redenção veio quatro anos depois, quando Romário se tornou o principal símbolo da conquista do tetracampeonato mundial. Ele não vinha sendo chamado para a seleção brasileira pelo técnico Carlos Alberto Parreira, graças a um problema extracampo com o coordenador Mário Jorge Lobo Zagallo, mas foi lembrado em 1993, para a última partida das eliminatórias, contra o Uruguai, no Maracanã. Ele marcou dois gols (um de cabeça, e outro em um drible desconcertante no goleiro), que garantiram a vitória por 2 a 0 e a vaga para o Mundial. A partir daí, seu nome passou a ser inquestionável na seleção.