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Marina Tavares, uma especialista em duplas

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ABIDES DE OLIVEIRA A alagoana Marina Tavares, 20, está entre as 200 melhores do mundo no jogo de duplas e é a terceira no ranking brasileiro. Os bons resultados em 2004, como o título em Sopot, Polônia, pode resultar na disputa de um grande slam no próximo ano. ?Como consegui melhorar nas duplas, vou tentar entrar em um grande slam?, diz a tenista, que atualmente joga com a húngara Katilin Marosi. Mesmo se dedicando ao jogo de duplas, Marina avisa que não abandonou as disputas de simples. ?Participo em menor número. Como os torneios de simples sempre começam antes e os de duplas depois, isto acaba atrapalhando. Por isso, me dedico menos às competições de simples?, afirma a tenista. A alagoana, que entra em seu terceiro ano como profissional em 2005, revela se identificar mais com o jogo de duplas. ?Te obriga a ter um jogo mais ofensivo. O simples é mais complicado, mas por outro lado tem a vantagem de você não depender de ninguém. Na dupla quando sua parceira está em um dia ruim, você é obrigada a se desdobrar?, comenta. Sobre sua característica, a tenista diz ser ofensiva, gosta de jogar próxima da rede e prefere o piso de grama ou os rápidos. ?Gosto de volear e definir rápido o ponto?, diz. Até julho, Marina formava dupla com Joana Cortes. Com a contusão de Joana, que ficou parada por três meses, a tenista foi obrigada a buscar uma nova parceira. ?Conheci a Katilin (tenista húngara) na Suíça, em junho. Jogamos cerca de nove torneios juntas?, afirma Tavares, que esta semana voltou aos treinos de preparação para a temporada de 2005. Marina pretende disputar de 30 a 35 torneios na próxima temporada. ?Esse é o número ideal, mas tudo vai depender de recursos financeiros. Este ano, por exemplo, só tive condições de disputar 15. Mês passado, tinha programado quatro competições no México, por falta de recursos disputei apenas um e tive que retornar a Maceió?, relata a atleta. Por causa dessa situação, a tenista nunca pode viajar com sua técnica, a paulista Mara Castro. ?O ideal era ter a treinadora junto em todos os torneios?, completa. Mas a participação de Marina nos 35 campeonatos ? praticamente todos na Europa, Estados Unidos e México - vai depender de recursos financeiros. ?Não posso me programar sem saber antes se terei dinheiro suficiente para isto?, completa. Carreira Marina começou no tênis aos nove anos. Seu talento não demorou muito para ser descoberto. No juvenil chegou a figurar no ranking mundial entre as 14 melhores em duplas e entre as 40 jogadoras no simples. Nesta categoria, disputou três grand slam (Roland Garros, na França, US Open ?torneio norte-americano onde chegou as quartas-de-final ? e Wimbledon, Inglaterra ? onde foi semifinalista). No ranking brasileiro sempre foi a número 1 (simples e duplas) de todas as categorias e chegou ao topo sul-americano na faixa etária de 16 a 18 anos.

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