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Caso Serginho: cartola pode ir a j�ri popular
O presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza, e o médico do clube, Paulo Forte, correm o risco de serem denunciados pelo Ministério Público (MP) por crime hediondo (homicídio doloso e qualificado) no caso da morte do zagueiro Serginho. O que os levaria a júri popular. A pena varia entre 12 e 30 anos de prisão. Na quinta-feira, o promotor de Justiça do 5º Tribunal do Júri do MP, Rogério Leão Zagallo, recebeu da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) a análise dos laudos sobre a causa da morte do jogador, assinada pelo cardiologista e professor da entidade, Antônio Carlos Lopes. O conteúdo do relatório é sigiloso, mas aponta que Serginho não poderia praticar atividades físicas nem por lazer. O laudo vai além e diz que o caso do jogador era tão sério que, dependendo de seu andamento, um transplante de coração seria a maneira mais indicada para se sanar o problema. De acordo com o parecer da Unifesp, a gravidade da condição de Serginho foi constatada nos primeiros exames realizados no atleta, em fevereiro de 2004, no Instituto do Coração (Incor). O parecer da Unifesp era o único documento que faltava para que o MP encerrasse sua análise do caso. A denúncia por crime hediondo deverá acontecer porque o presidente do São Caetano e o médico sabiam desde o início que o caso de Serginho era de extrema gravidade mas, mesmo assim, o jogador continuou exercendo a atividade profissionalmente. O zagueiro morreu dentro de campo, na partida contra o São Paulo, no dia 27 de outubro, pelo Campeonato Brasileiro. Ainda em dezembro, antes de receber os laudos e baseando-se na análise do inquérito policial realizado pelo delegado Guaracy Moreira Filho, do 34º DP (Distrito Policial) de São Paulo, o promotor Zagallo já adiantava que Souza e Forte seriam denunciados por homicídio doloso.