Esportes
Fernando Henrique, goleiro do Flu, diz estar pronto para 2005
Jovem, talentoso e agora, na versão 2005, seguro e confiante. Este é Fernando Henrique, 21 anos, que continua brincalhão e bem-humorado, mas aprendeu a hora certa das brincadeiras para voltar à Seleção Brasileira e, quem sabe, disputar a Copa do Mundo da Alemanha no ano que vem. Fernando reconhece as falhas que cometeu na temporada passada, segundo ele, motivadas pelo ambiente turbulento e pela guerra de vaidades que tomou conta das Laranjeiras, e garante estar pronto para arrebentar neste ano. ?Tenho muito a mostrar, a melhorar. Se o Marquinhos (treinador de goleiros) disse que não cheguei a 50% do que posso, é porque me conhece e sabe do meu potencial. O ano passado foi de altos e baixos. Falhei? Falhei, mas arrebentei em outros jogos. Se eu fosse ruim, não arrebentaria?, argumenta Fernando Henrique. Recém-saído de Xerém ? onde era um fenômeno ? para as Laranjeiras em 2004, Fernando Henrique se assustou com a ?trairagem? armada pelos medalhões para tirar Kléber do time após a final da Taça Guanabara, o lobby de Valdyr Espinosa para a contratação de Danrlei, e a prematura ascensão ao time principal. ?Pô, uma das minhas maiores virtudes é a saída de gol e todo mundo me criticava. É porque eu estava com tanta ansiedade e insegurança que acabava não saindo. Agora, já estou confiante, sabendo o que posso fazer e vou fazer. Aquela falha que aconteceu contra a Ponte, quando me atrapalhei com o Odvan, também não vai mais acontecer. Não vai mais faltar comunicação nesta defesa?, promete. O aprendizado foi duro, se deu através dos ?tombos?, como ele mesmo diz. Um agradecimento especial vai para o técnico Ricardo Gomes, que mostrou a Fernando Henrique a importância de envergar a camisa 1 do Fluminense, a mais tradicional do Brasil, vestida por Marcos Carneiro de Mendonça, Batatais, Veludo, Félix, Paulo Victor e o melhor de todos, Castilho, todos com passagens pela Seleção Brasileira e por Copas do Mundo. ?Ele, com seu estilo disciplinador, e também o Marquinhos, me mostraram como eu deveria agir, que goleiro não é só o que a gente faz em campo, mas fora de campo também. Num vôo, o Marquinhos falou para eu ficar quieto, só observando a galera. Era muita zona e eu era exatamente igual, ou pior. Não tinha a exata noção do que era ser titular do Fluminense. Agora, a ficha caiu?, diz.