Esportes
Superando as limitações físicas e a falta de incentivo
Dupla sofre para manter alto nível de comptetitividade
Carlos Antônio Guedes ainda defende que o esporte paralímpico deveria ter uma atenção especial. “Hoje, os clubes conseguem patrocínio para atletas convencionais. Penso que está na hora de as empresas, os clubes e os patrocinadores de competições esportivas premiarem financeiramente também os paratletas. Não é fácil participar das competições. Precisamos superar as nossas limitações físicas e a falta de incentivo”, destacou.
“Alimentação balanceada e suplementos específicos para atletas de grande rendimentos, nem pensar”, acrescentou o atleta paralímpico, ao justificar que precisaria, pelo menos, de mais um salário mínimo para custear as despesas com alimentação específica.
Os treinamentos dos atletas são supervisionados pelos profissionais da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal), que não cobram nada. Para participar das competições, o paratleta alagoano é obrigado a fazer peregrinações por empresas e órgãos públicos e revela que tem conseguido apoio do governo estadual.
SUSTENTADO PELA ESPOSA
Vítima de um acidente doméstico em agosto de 2000, depois de cair de uma altura de cinco metros, Givaldo Augusto, o outro alagoano que venceu a São Silvestre, ficou paraplégico. Ele demorou muito a encontrar no esporte um meio de vida capaz de ajudar na superação das dificuldades do cotidiano.
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Givaldo revelou à Gazeta de Alagoas que recebia a ajuda de um salário mínimo como Benefício de Prestação Continuada da Previdência Social. Disse, no entanto, que perdeu o benefício quando a mulher dele conseguiu um emprego (de R$1,5 mil).
“Cortaram meu benefício. Estou recorrendo. Hoje sou sustentado por minha mulher”, lamentou o atleta paralímpico.
NÃO VÃO DESISTIR!
Os dois paratletas vão tentar se inscrever na Secretaria de Esporte do Estado, com o objetivo de ganhar a bolsa atleta, de um salário. As inscrições não foram abertas ainda. Mas eles vão continuar batendo à porta das empresas e das instituições.
Em maio, haverá a maratona do Chile e eles estão pretendendo disputar. “A gente vai tentar participar desta competição. Estamos treinando duro, mas o problema é o de sempre: a falta de patrocínio”, disseram os dois atletas alagoanos, que não desistem nunca