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Esportes

Preju�zo em algumas partidas � previsto

Segundo o vice-presidente da FAF, Ederaldo Almeida, os déficits registrados nas duas primeiras rodadas do Alagoano já eram esperados, pois as duas equipes mandantes do campo – Corinthians e Dimensão – não possuem número expressivo de torcedores. “Já era

Por | Edição do dia 06/02/2005 - Matéria atualizada em 06/02/2005 às 00h00

Segundo o vice-presidente da FAF, Ederaldo Almeida, os déficits registrados nas duas primeiras rodadas do Alagoano já eram esperados, pois as duas equipes mandantes do campo – Corinthians e Dimensão – não possuem número expressivo de torcedores. “Já era previsto que nesses dois jogos houvesse prejuízo, pois a presença da torcida conta muito. Com relação ao restante dos jogos, nos surpreendeu, pois não houve prejuízos, mesmo com um lucro pequeno em alguns deles, pelo menos não foi registrado déficit”, avaliou. O único jogo que rendeu bom lucro nas duas rodadas iniciais do Estadual foi Bom Jesus 3x1 CRB. O espetáculo proporcionou, em São Luiz do Quitunde, uma receita líquida de R$ 4.845,76. Em seguida vem o jogo ASA 2x1 Murici, em Arapiraca, com receita líquida de R$ 2.179,71. Já CRB 2x0 Corinthians, no Rei Pelé, teve uma renda total de R$ 10.016,50. As despesas somaram R$ 9.275,10. Para o CRB, restaram R$ 741,40, mas como o clube deve parcelamento do INSS e Justiça do Trabalho, ficou apenas com R$ 168,12. Ederaldo disse que o orçamento estimado para o Alagoano da 1ª Divisão, este ano, segundo cálculos da FAF, é de cerca de R$ 450 mil. Ele informou que a FAF tentou patrocínios para a competição junto a dez órgãos e empresas do Estado. “Enviamos ofício ao governo do Estado – Secretaria Executiva de Esporte e Lazer (Seel) e Loteal – e à Prefeitura de Maceió, além de mais nove grupos empresariais. Apenas a prefeitura e o governo deram sinal verde, mas até agora não recebemos nenhuma ajuda”, afirmou o dirigente. “Assim que esse patrocínio chegar, vamos eliminar de imediato as taxas de arbitragem, totalmente ou pelo menos parcialmente, para aliviar o bolso dos clubes”, emendou. Divisão De acordo com ele, a intenção era dividir o custo do campeonato (R$ 450 mil) com as dez empresas e órgãos públicos, além da FAF. “A federação assumiria R$ 150 mil e os patrocinadores, R$ 300 mil”, explicou, acrescentando que a entidade também solicitou apoio à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), durante a realização da assembléia geral das federações, no Rio de Janeiro, na última segunda-feira. Sobre as despesas em uma partida de futebol, ele explicou algumas que para muitos podem ser consideradas absurdas. Por exemplo: o transporte dos árbitros e do pessoal de apoio (quadro móvel) é feito por convênio com uma empresa de táxi, que usa em média três veículos para levar o trio de árbitros das partidas preliminares, o quarteto das principais e o quadro móvel, aos jogos no interior do Estado. Já os ingressos, ele disse que são confeccionados em São Paulo. Por isso, além de pagar o valor da impressão, há o pagamento do frete. “Há ainda a confecção dos cupons do seguro-torcedor, feitos em Maceió, cuja impressão tem que ser paga”, justificou. Para os jogos realizados no Rei Pelé, o dirigente disse que a cobrança do aluguel do estádio é feita desta forma: nos jogos à tarde, que não requerem iluminação, a taxa é R$ 600. Isso quando a renda não ultrapassa R$ 10 mil. Nos jogos à noite, com iluminação, a taxa é R$ 900, também quando a arrecadação não ultrapassa R$ 10 mil. Quando o valor é maior que R$ 10 mil, são cobrados 10% do total. (FM)

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