Esportes
Duelo de campe�es ol�mpicos no Rio da Prata
O duelo entre os dois atletas mais vencedores da história do esporte olímpico brasileiro será a grande atração do Mundial da classe Star, que começa hoje, em Buenos Aires, na Argentina. Pela primeira vez na carreira, Torben Grael e Robert Scheidt estarão frente a frente em uma competição internacional. Mas eles não são os únicos brasileiros medalhistas olímpicos que estarão competindo às margens do Rio da Prata. Lars Grael, irmão de Torben e ganhador de dois bronzes na classe Tornado (Seul-1988 e Atlanta-1996), chega credenciado pela conquista do último Sul-americano, realizado em janeiro, também na capital argentina. Ao todo, são 10 medalhas olímpicas do Brasil velejando na raia do Clube Náutico Olivos - quatro ouros (dois de Torben/Ferreira na Star e dois de Scheidt na Laser), duas pratas (uma de Torben na Soling e outra de Scheidt na Laser) e quatro bronzes (uma de Torben na Star, outra de Torben/Ferreira na Star e duas de Lars na Tornado). Os títulos mundiais são em número ainda maior. Scheidt tem sete na classe Laser (em 95, 96, 97, 2000, 2001, 2002 e 2004), Torben tem seis (entre eles um da Star e dois da Snipe), Ferreira tem dois na Star (em 90 com Torben, e em 97, com o alemão Alexander Hagen) e Lars tem um na classe Snipe (em 83, ao lado do irmão). A disputa doméstica, no entanto, não será a única novidade para Torben Grael e Robert Scheidt. Por motivos distintos, ambos entram na competição sem o amplo favoritismo a que estão acostumados. Os atuais campeões olímpicos tiveram sua preparação atrapalhada por problemas burocráticos com a embarcação. Comprado na Europa, o barco de Grael e Ferreira ficou vários dias retido na alfândega do Rio e só foi liberado no início deste mês. Por isso, eles não puderam participar do Sul-americano, realizado em janeiro, também na Argentina. Já Scheidt, sete vezes campeão mundial e duas vezes campeão olímpico da classe Laser, iniciou neste ano sua tentativa de migrar para a classe Star. Ao lado de Bruno Prada, garantiu a vaga no Mundial ao vencer a Taça Oscar Weckerle, em Santos, no início de janeiro. Depois, foi vice do Sul-americano, atrás apenas de Lars Grael e Marcelo Lagoa. ?Eu e o Bruno só estamos há quatro meses disputando regatas nesta classe. O que importa é evoluir gradativamente e isso estamos conseguindo?, comenta Scheidt.