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Do Chu� ao Oiapoque numa prancha � vela

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Os catarinenses Diogo Guerreiro, 23, e Flávio Jardim, 23, estão há nove meses viajando pelo litoral brasileiro numa prancha à vela. Aventura começou no dia 17 de maio de 2004 no Arroio Chuí, extremo sul do Brasil, Rio Grande do Sul, e vai terminar em maio desde ano, no Oiapoque, extremo norte do País, Amapá. No total, os dois aventureiros, que são amigos de infância e moram em Florianópolis, irão percorrer mais de 8 mil km. A dupla está em Maceió desde segunda-feira, dia 21. A aventura Destino Azul ? Expedição Windsurf Norte-Sul foi planejada para seis meses. ?O fator vento mudou nossos planos. A cada região isto muda?, comenta Diogo Guerreiro. O vento é o principal combustível da dupla, que já foi obrigada a esperar uma semana para retomar a viagem. ?Todas as vezes nos despedíamos e, em seguida, éramos obrigados a retornar, por falta de vento?, diz Flávio Jardim. A idéia da aventura surgiu há quatro anos, quando Diogo e Flávio, com outros dois amigos, fizeram uma viagem de veleiro da costa de Santa Catarina até Fernando de Noronha. ?Na volta pegamos muita frente e estávamos sempre distante da costa. Foi quando pensamos que poderíamos fazer a viagem de windsurf?, relembra Guerreiro. Preparação Para fazer a expedição de windsurf pelo litoral brasileiro, a dupla, que no início seria um quarteto (o mesmo da aventura até Fernando de Noronha), passou dois anos e meio de treinamentos físicos e preparação psicológica. Antes de partirem para a viagem, Diogo e Flávio ficaram quatro meses no Havaí, local, segundo os dois, ideal e um dos melhores para a prática de windsurf. A dupla, no início da aventura, era, na verdade, um trio. Mas após passar pelo litoral gaúcho, o terceiro membro da expedição desistiu. Os velejadores, que são profissionais e têm graduação de capitão amador da Marinha, fazem a viagem com patrocínio da Vivo, Mormaii ? responsável pelas roupas dos dois ? e a fabricante havaiana de equipamentos para windsurf Naish. Assalto No Rio Grande do Sul, os velejadores foram assaltados. ?Perdemos parte do nosso equipamento. Tivemos que caminhar durante dois dias, cerca de 60km, até a cidade mais próxima (Torre), carregando cerca de 50kg de equipamentos?, diz Jardim. Em Santa Catarina, os dois amigos ficaram sem água e foram obrigados a caminhar 20km. ?Depois retornamos os 20km para retomar a viagem?, comenta Guerreiro. Segundo eles, cada litoral tem seu grau de dificuldade. ?o de Alagoas são os recifes de corais?, exemplificam. A comunicação com a família é mantida a cada três dias. Equipamento, além da prancha e da vela, somente uma mochila nas costas, que pesa cerca de 15kg. Nela? ?Roupa, chinelo, tênis, barraca, saco de dormir, comida, água, diário de bordo, câmaras fotográfica e de filmagem...?, informa os aventureiros. Flávio e Diogo viajam a uma distância média de 3km da costa marítima. No litoral paulista essa distância chegou aos 20 km e na Bahia a 15km. Por dia, eles passam entre quatro e oito horas no mar. Saem antes do anoitecer. Até agora, os dois passaram por mais de 130 cidades das regiões Sul, Sudeste e Nordeste. ?O bom da viagem é que um dia estamos hospedados na casa de um pescador e em outro num hotel cinco estrelas?, comenta Diogo. Na maioria dos locais por onde passam, os velejadores sempre contam com a ajuda da comunidade local. Os catarinenses pretendem seguir viagem hoje. ?Tudo vai depender do vento?, alerta Flávio.

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