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Falta de apoio da Seel prejudica lutador alagoano

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FERNANDA MEDEIROS O lutador de queda-de-braço Eduardo Patrício, 28, campeão mundial de braço de ferro, na Virgínia, Estados Unidos, em 2000, está ameaçando deixar o esporte, este ano, por falta de patrocínio. Lamentando a situação, ele disse que em 2004 foi buscar apoio do então secretário estadual de Esporte e Lazer, Dário Magalhães, mas foi negado. ?Por ser campeão mundial, tive o direito de representar Alagoas no Campeonato Mundial de Braço de Ferro, em Indaiatuba-SP, em agosto do ano passado. No entanto, quando fui procurar o secretário Dário Magalhães, não recebi ajuda alguma. Ele alegou que pelo fato de eu estar residindo no Rio de Janeiro, o governo de Alagoas não poderia me ajudar?, disse. Sobre o fato de ter ido morar no Rio, ele explicou que realmente viveu na Cidade Maravilhosa durante o ano de 2004, por causa de problemas particulares. ?Mas eu sempre representei o Estado de Alagoas. Então, o fato de eu morar no Rio não justifica o que fizeram comigo. Fui impossibilitado de representar Alagoas na competição e ainda de receber o programa bolsa-atleta federal, pois se eu tivesse participado do Mundial e tivesse conquistado até o terceiro lugar, eu iria receber o bolsa-atleta, de R$ 1.500 mensais, durante um ano?, lamentou. ?Eu me preparei para essa competição de 2003 até o meio do ano de 2004 e acabei ficando de fora?, emendou o atleta que é paraplégico ? contraiu poliomielite aos oito meses. Além de ter sido primeiro colocado no Mundial dos EUA, Eduardo foi vice-campeão brasileiro, em São Paulo (2003). Ele lembra que até 2003 nunca deixou de disputar uma competição. ?Naquela época, eu recebia ajuda da Secretaria Executiva de Esporte e Lazer (Seel), na gestão do secretário Eduardo Canuto. Ele sempre nos apoiou?, recorda. Revoltado com o que considera ?tremenda injustiça por parte da Seel?, Eduardo afirmou que essa revolta visa evitar que ocorra com outros atletas de Alagoas o que aconteceu com ele. ?Eu queria deixar isso tudo de lado, mas como fizeram esta maldade comigo, temo que façam com outros atletas que precisam de apoio?, declarou, acrescentando que voltou à Seel, este ano, para conversar com o atual secretário, José Mário Carneiro. ?Ele prometeu que iria avaliar a minha situação?. José Mário disse que foi procurado por Eduardo, mas, de acordo com ele, a Seel iniciou o ano com uma portaria solicitando aos atletas que se filiem às respectivas federações ou confederações, para que possam receber ajuda. ?Esse problema não ocorreu na nossa gestão, mas o Eduardo está acusando do Dário Magalhães injustamente. Ele foi morar no Rio de Janeiro e não tinha como a Seel ajudá-lo?, justificou. ?Além disso, o atleta não é filiado a nenhuma federação, requisito necessário para que os recursos sejam liberados, pois o dinheiro é público e cada atleta tem que ter vínculo com alguma entidade desportiva (federação ou confederação), para justificar a liberação?, afirmou. Sobre o fato de o secretário ter dito que Eduardo não é federado, o atleta afirmou que em Alagoas ainda não existe uma Federação de Luta de Braço, mas é filiado e reconhecido pela Confederação Brasileira de Luta de Braço.

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