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Especialistas se assustam com erros gramaticais

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WELLINGTON SANTOS FERNANDA MEDEIROS Entre tantas confusões apontadas no regulamento, uma das que mais chamam a atenção de quem lê são os flagrantes ?escorregões? e a falta de revisão no texto em relação à Língua Portuguesa. Nele, o menos prudente dos leitores pode constatar do mais simples erro de grafia, sujeito e predicado separados por ?insistentes? e descabidas vírgulas, aos mais aberrantes erros de concordância verbal que regulamentam as ?leis? que os futebolistas alagoanos devem seguir este ano. ?Essa falha é imperdoável. Como é que uma entidade de respeito expõe um regulamento ao público sem uma revisão gramatical?? ? critica o advogado Ricardo Seabra. Sexta-feira, em entrevista na sede da FAF, Raimundo Soares reconheceu as falhas e pediu desculpas. ?Infelizmente aconteceu uma falha grave. A FAF tem sua parcela de culpa porque homologou. Mas nós, em nome dos que redigiram o documento, pedimos desculpas aos leitores e internautas. Reconhecemos os erros de português, mas agora só poderíamos corrigi-los se fosse convocada uma nova reunião do Conselho Arbitral, porque nada pode ser mudado sem o consenso dos clubes que aprovaram o regulamento?, justificou Soares. Interrogado sobre quem redigiu o texto para a inserção no site da FAF e distribuição aos clubes e imprensa, Raimundo Soares, ainda que encabulado, foi claro: ?A FAF não participou da redação do texto. Isso ficou a cargo do pessoal do Corinthians, pois a proposta para o regulamento da competição foi sugerida pelo clube?. E completa: ?Inclusive, na reunião do Arbitral, o texto do regulamento foi lido na presença dos dirigentes de todos os clubes participantes da competição e depois aprovado?. Ele, porém, não soube dizer quem do Corinthians redigiu o documento. A GAZETA apurou que o texto não foi elaborado apenas pelo ?pessoal? do Corinthians, mas por pessoas do CRB. Segundo o diretor de Marketing regatiano, Eduardo Toledo, o Corinthians apresentou uma proposta e o CRB outra e houve uma fusão. ?Eu também participei da redação do documento?, revelou Toledo, justificando que alguns erros ocorreram ?por falha de digitação?. A professora de Português, Janaina Alves, ao analisar o teor gramatical do regulamento, foi categórica: ?É algo degradante para a Língua Portuguesa. É injustificável que um documento de tanta responsabilidade não tenha passado por uma revisão geral, tanto de digitação como de gramática?, atesta a professora, acostumada a fazer revisões, surpresa com o que leu.

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