Esportes
Alagoana no Nacional de Maratonas Aqu�ticas
ABIDES DE OLIVEIRA A nadadora alagoana Maria Noêmia Costa, a Mimi, 20, é uma especialista em travessia. Este ano já disputou duas delas, ambas no Rio Grande do Sul, no mês passado. Em 25 de fevereiro, a atleta terminou os 5km da Travessia de Tapes, na Lagoa dos Patos, em 13º lugar na classificação geral e no segundo na categoria Sênior, com o tempo de 1h18min. Dois dias depois, Mimi voltava a competir, no mesmo lugar, mas desta vez melhorou sua posição e tempo, 10º no geral e 1h15min, e repetiu a segunda colocação na sua categoria. As provas foram válidas pelo Circuito Nacional de Maratonas Aquáticas, que terá 13 etapas no total e travessias que variam de 5km a 10km. Maria Noêmia é a única alagoana na competição. Ano passado Mimi terminou o campeonato em terceiro lugar na categoria Sênior, o que lhe valeu um troféu da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), entidade responsável pela realização do circuito. A posição da nadadora poderia ter sido melhor, se alguns problemas de saúde ? contraiu dengue, hepatite e catapora, não ao mesmo tempo, mas uma após a outra ? não a tirasse do Nacional de Maratonas Aquáticas. Disputou a competição apenas no primeiro semestre. Longe da piscina ?Provas na piscina, nem pensar?, afirma a atleta. ?Prefiro disputar travessias, não tenho estímulo para competir na piscina?, completa. Fora do mar, rio, lago ou lagoa, locais onde são disputadas as travessias, a nadadora só utiliza a piscina para treinar. São, em média, três horas por dia, de segunda a sábado. Os treinamentos consistem apenas de natação e, dependendo do treino, a atleta pode nadar de 5km a 10km diários. Início Maria Noêmia estreou no Circuito Nacional de Maratonas Aquáticas em 2002, aos 17 anos, quando disputou a Travessia de Ilhéus, na Bahia. Mas em 2005 será a primeira vez que irá competir em todas as etapas do campeonato brasileiro. Na avaliação de seu técnico, Luís Júnior, a atleta ainda está entrando em forma para o circuito. ?Após alguns meses parada é normal. Mas dentro de dois meses, ela estará atingindo a forma ideal para disputar o circuito?, analisa. A Travessia de Paru, na Praia de Jurerê, em Florianópolis, Santa Catarina, foi o próximo desafio de Mimi. A prova, válida pela terceira etapa do Circuito Nacional, ocorreu ontem. Foram 5km, mas desta vez em água salgada. ?É melhor, você flutua mais e nada com maior facilidade. Enquanto na água doce, que é menos densa, é preciso mais força, pois o corpo pesa mais e flutua menos?, diz a nadadora. As três primeiras etapas do Circuito Nacional ocorrem na Região Sul, onde a água é fria. ?O que torna tudo mais difícil, pois não estou acostumada?, comenta a atleta. No próximo mês, a nadadora vai disputar uma maratona de travessias: dia 3, em Fortaleza; dia 10, na cidade de Belo Horizonte; e no dia 17 em Brasília. Todas elas com percurso de 5km. A meta da alagoana é melhorar o resultado obtido no circuito do ano passado. Ao final do Brasileiro de Maratonas Aquáticas, previsto para terminar em novembro no Rio de Janeiro, Mimi terá nadado cerca de 70km.