loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
terça-feira, 28/07/2026 | Ano | Nº 6276
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Esportes

Esportes

Torcedores � beira de um ataque de nervos

Ouvir
Compartilhar

FERNANDA MEDEIROS WELLINGTON SANTOS ?Sou tricolor, sempre fui tricolor. Eu diria que já era Fluminense em vidas passadas, muito antes da presente encarnação?. Essa afirmação, dita certa vez pelo fanático torcedor tricolor carioca Nelson Rodrigues, talvez sintetize o pensamento de muitos torcedores considerados fanáticos por seus clubes de futebol. Eles fazem parte de um grupo em que ir a um treino em pleno horário comercial na semana, colecionar arsenais de camisas, guardar cartazes e fotos em casa, xingar jogador e técnico em um simples treinamento ou rabiscar tudo sobre o time amado não representa ? segundo eles ? mais do que uma ?obrigação? daqueles que, verdadeiramente, amam o seu time do coração. Desde criancinha O torcedor João Batista Braga, 50, por exemplo, tem esse perfil. Desde 1964 acompanha o CRB nos treinos e jogos. ?Só perco treino se realmente não der para ir, imagine os jogos?, confessa. Para Batista, como é conhecido pela galera alvirrubra, treino e jogo parecem realmente não ter muita diferença e não importa a situação quando a questão é gritar, dar palpites e, principalmente, xingar os jogadores. Pelo menos era o que se observava quando seu time amado fazia um treino tático na última terça-feira (15), no Rei Pelé, onde apenas meia dúzia de gatos pingados se fazia presente ao estádio para acompanhar o treinamento. ?Nos treinos fica mais fácil por não ter muita gente. Nessa situação os jogadores e o técnico escutam com mais clareza o que nós estamos reclamando?, justificou o apaixonado Batista. Sobre as reclamações em treinos e a paixão exacerbada, Batista lembra um fato que quase culminou com um, segundo ele, ?pega pra capar?, entre ele e um técnico do CRB. ?Certa vez eu briguei com um técnico porque ele mandou eu me calar, alegando que eu estava atrapalhando. Eu respondi na hora: Quem está atrapalhando é você, que precisa usar óculos para ver o que seus jogadores estão fazendo de errado no treino!?, revelou o irreverente Batista. ### Amor pelo clube faz torcedor decorar do quarto a uma bicicleta com as cores do time do coração Outro que tem a fama de fanático entre os torcedores e não perde um treino é o regatiano ?roxo? Everaldo Santana de Almeida, 46. ?Roxo não meu amigo, sou é regatiano vermelho mesmo!?, emenda Everaldo, ao dizer que toda a família é CRB e que jamais foi permitido torcer para outro clube em sua casa. ?Já nasci vermelho e nunca tive outro clube que não fosse o meu Regatas?, reafirma. ?Sou daqueles que, assim que acaba de tomar café da manhã, se houver treino na Pajuçara ou no Rei Pelé, sempre está lá. É com o Galo onde o Galo estiver?, completa, ao plagiar o hino do Grêmio de Futebol Portoalegrense. ?Todo meu quarto é decorado de vermelho com tudo sobre o CRB. Até minha bicicleta ? a Maria Bonita ? é toda vermelha?, diz Everaldo. O torcedor do CSA Antônio Correia Mota, 52, o Gaguinho, como é conhecido lá pras bandas do time do Mutange, é outro que se autodenomina fanático. A paixão pelo clube azulino começou quando ele jogava futebol. Em qual time? CSA, é claro, segundo afirma. ?Jogava na ponta-direita e passei no CSA de 1969 a 1974, quando fui para o Ferroviário. Acompanho o CSA desde sempre?, enfatiza. Onde o CSA vai Gaguinho vai atrás, pode ser jogos, treinos, amistosos, viagens. ?Não importa, eu não perco nada?, revela, de olhos atentos ao treino físico do CSA, realizado na última terça-feira, no Mutange, onde praticamente não havia torcedores assistindo ao treinamento. Volta por cima Casado e pai de quatro filhos, ele afirma que todos são azulinos e um deles joga no time juvenil do CSA, na posição de volante. ?O CSA trouxe muitas alegrias para mim. Hoje estou muito triste, doente até, com a situação do clube, que foi rebaixado para a 2a Divisão do Alagoano, mas tenho certeza de que vamos dar a volta por cima e retornar à divisão principal?, afirma. Ele aponta as melhores fases do clube os anos de 1972, 1988, 1990 e a conquista do tetracampeonato (1996 a 1999), além do vice-campeonato da Conmebol. ?Ali foi maravilhoso!?, destaca. (FM/WS)

Relacionadas