Esportes
Rio de Janeiro tenta acabar com ansiedade
Às vésperas da final da Superliga feminina de vôlei, as jogadoras do Rio de Janeiro aproveitam a semana não só para treinar, como também para driblar a natural ansiedade. Na busca do terceiro título do torneio, o time enfrenta o Osasco no primeiro jogo da série melhor de cinco amanhã, às 13 horas, no Ginásio do Tijuca, no Rio de Janeiro. Com uma mescla de atletas jovens e experientes, as jogadoras do técnico Bernardinho têm várias receitas para vencer os momentos tensos que antecedem a final. Com 11 títulos na principal competição do País, a levantadora Fernanda Venturini, de 34 anos, sabe muito bem como se comportar diante do estresse da decisão. ?Nada muda na minha rotina. O objetivo do nosso trabalho foi alcançado e sabemos das nossas dificuldades. Vou estudar bem o adversário e rezar para que ninguém se machuque?, disse Fernanda, que participou de 14 finais nacionais. As experientes Leila e Ricarda, ambas com medalhistas olímpicas no currículo, preferem apelar para o lado espiritual. A líbero Ricarda é evangélica e costuma orar todos os dias e também antes dos jogos. ?Quase não altero minha rotina. Oro sempre e às vésperas das decisões não poderia ser diferente. Tenho uma preocupação a mais quando as partidas são ao meio-dia ou às 13 horas, pois tenho de fazer uma alimentação mais adequada de acordo com as orientações da nutricionista?, disse Ricarda. A atacante Leila, de 34 anos, apela para o lado espiritual e pede ajuda a Deus e à mãe, já falecida. ?Agora tenho um apoio a mais do céu. Quando era mais jovem, tinha um monte de superstições. Agora não faço mais nada. Só peço a minha mãe que me ajude e vamos lá?, disse Leila.