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Coelho depende de Lula para ficar no CSA

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A tão propalada reforma ministerial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode influenciar diretamente na presidência executiva do CSA. Tudo porque o atual presidente do clube, Ricardo Coelho, é o delegado regional do trabalho, em Alagoas, uma indicação direta do ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini. Comenta-se nos bastidores da política, em Brasília, que Berzoini poderia ser um dos ministros substituídos por Lula e, nesse caso, Coelho deixaria o cargo e reassumiria as funções no CSA. Os três meses de licença de Ricardo Coelho, da presidência do CSA, terminam no próximo dia 31 e ele informou que está aguardando uma decisão do governo para saber se vai permanecer ou não como delegado regional do trabalho. Ricardo pediu licença do comando do clube, porque como ocupa um cargo federal ? está à frente da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) ? que tem a obrigação de fiscalizar também os clubes de futebol, em relação aos direitos trabalhistas dos funcionários, não poderia continuar como presidente do clube, pois haveria a incompatibilidade de ser ao mesmo tempo presidente de um clube e fiscal do trabalho. Reforma ?Vamos aguardar uma decisão de Brasília, sobre a reforma ministerial, para saber se o ministro Ricardo Berzoini continuará no cargo. Se ele continuar, ficaremos na DRT/AL e teremos que renunciar definitivamente ao cargo de presidente do CSA?, explicou, acrescentando que deverá ter uma definição na próxima semana. Caso Coelho renuncie ao CSA, o presidente em exercício do clube, Gino César, permanecerá interinamente no cargo por mais 30 dias, segundo informou. ?Então, nesse período, ele [Gino] poderá reunir o Conselho Deliberativo, para marcar as eleições. E eu entrego a minha renúncia ao presidente do Conselho, Evandro Lobo?, disse. O presidente azulino acrescentou que ao invés de renunciar, poderá renovar a licença por mais três meses, segundo ele, ?para não atrapalhar o campeonato da 2a Divisão, com um possível processo eleitoral. Neste caso, o Gino ficaria por mais três meses, até que fossem marcadas as eleições?, explicou. O presidente em exercício, Gino César, afirmou que ainda terá uma conversa com Ricardo Coelho, sobre esse assunto. ?As eleições no CSA ocorrerão em dezembro, mas se for necessário, marcaremos eleições extraordinárias, caso o Ricardo renuncie. Se ele não renunciar, ou seja, pedir mais uma licença, eu ficarei no cargo nesse período e poderei permanecer até as eleições de dezembro, pois do final do meu mandato interino até dezembro somarão seis meses, aí eu poderei terminá-lo [o mandato], sem precisar antecipar as eleições?, explicou Gino. Sobre o fato de ser superintendente do Incra/AL, ele explicou que não há impedimento de assumir a presidência do CSA. ?São duas áreas distintas. No caso do Ricardo é diferente, pois ele não pôde ficar porque é delegado do trabalho, que precisa fiscalizar as ações do CSA em relação aos empregados?, disse. (FM)

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